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Polícia do Rio prende miliciano ligado ao Escritório do Crime

Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho, dominava comunidades na Zona Oeste da cidade 

Por Marina Lang Atualizado em 13 ago 2021, 16h43 - Publicado em 12 ago 2021, 17h36

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira, 12, um miliciano acusado de ser ligado ao Escritório do Crime, grupo de assassinos de aluguel que mata sob encomenda e que era chefiado pelo capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em 2020 em uma operação policial na Bahia. Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho, liderava os morros do Campinho, Fubá, Jordão, Barão, Divino e Chacrinha – comunidades na Zona Oeste e Norte da capital. A prisão foi feita com base em duas denúncias do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro.

O nome dele surgiu no inquérito da federalização das investigações da morte da vereadora Marielle Franco. Em uma gravação apreendida no celular do ex-vereador Marcello Siciliano pela Polícia Federal em 2019, o interlocutor que conversa com o político é Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, miliciano de Rio das Pedras que o apontou como suposto executor da parlamentar no atentado ocorrido em março de 2018. As investigações das autoridades fluminenses, no entanto, apontaram para outra conclusão: quem teria executado a emboscada seriam o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz. Ambos são réus, estão presos em penitenciárias federais diferentes desde dezembro do ano passado e vão a júri popular – ainda sem data marcada. 

Trecho do inquérito em que miliciano aponta a vereador os nomes Macaquinho, Mad e Leléo como executores do atentado contra Marielle
Trecho do inquérito em que miliciano aponta a vereador os nomes Macaquinho, Mad e Leléo como executores do atentado contra Marielle - PGR/Reprodução

Em depoimento prestado ao Ministério Público Federal, Orlando da Curicica, outro miliciano, também indicou a participação de Macaquinho no Escritório do Crime.

VEJA revelou, em novembro do ano passado, que Macaquinho estaria planejando um atentado contra a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). As ameaças fizeram com que a congressista deixasse o Rio de Janeiro e passasse a andar sob escolta da Polícia Legislativa. Um inquérito, ainda sem conclusão, foi aberto na polícia fluminense para investigar o caso, e houve busca e apreensão em uma unidade prisional da capital. 

Segundo a polícia, participaram da ação que prendeu Macaquinho agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE); da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO); Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE); Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

Nota do Editor: A primeira versão deste texto informava, com base na Assessoria de Imprensa da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que Leonardo Luccas Pereira, o Leléo, havia sido preso. A pasta, no entanto, havia noticiado erroneamente tal prisão e retificou-a na manhã desta sexta-feira, 13. A informação foi corrigida. 

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