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Polícia do Rio descobre como ocorreu explosão em Madureira

Vendedor ambulante gravemente ferido afirma que encontrou isopor na rua e abriu a caixa, para verificar se havia documentos. Detonação ocorreu enquanto ele manuseava o material

Por Leslie Leitão 14 fev 2012, 10h27

A Polícia Civil do Rio conseguiu descobrir, na segunda-feira, detalhes da explosão ocorrida próxima ao ensaio da Portela, em Madureira, que deixou feridos e causou pânico no bairro, na tarde de domingo. Gravemente ferido, com o rosto desfigurado, Cristiano Mário Francisco, uma das vítimas, afirmou aos policiais que manuseou um isopor onde estava o explosivo.

A 29ª DP (Madureira) fez um aditamento ao registro de ocorrência do caso, incluindo os detalhes do depoimento de Cristiano. Segundo a vítima, que se disse vendedor ambulante, o artefato estava dentro de um isopor, abandonado próximo à Rua Clara Nunes, na esquina com a Estrada do Portela.

Os policiais tentam, agora, identificar a origem dos explosivos e descobrir quem abandonou a caixa naquele ponto. Também será investigada a possibilidade de, entre os feridos, estarem pessoas ligadas ao preparo do artefato.

Cristiano afirmou aos policiais que, ao ver o isopor do outro lado da rua onde trabalhava, foi até o local, por curiosidade. Ele contou que abriu a caixa, para ver se havia documentos que identificassem o dono do material. Quando manuseava o isopor, ocorreu a explosão. Com ferimentos graves no rosto e queimaduras, Cristiano está internado no Hospital Carlos Chagas.

A detonação da caixa teria ocorrido cerca de uma hora depois do atropelamento de foliões e integrantes da escola de samba. O veículo Mercedes-Benz que, segundo a polícia, era usado por criminosos, foi encontrado incendiado na segunda-feira, na Favela Mundial, em Barros Filho.

A versão da Polícia Militar é de que dois traficantes estariam no Mercedes, roubado na zona norte. O veículo fugiu em alta velocidade depois de cruzar com uma viatura da polícia na Rua Carolina Machado, em Madureira.

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