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Polícia de SP prende cinco da mesma família após morte de menino de 3 anos

Mãe, avó, avô, uma tia e um tio foram indiciados sob a suspeita de lesão corporal, maus-tratos e tortura; em depoimento, eles negaram a prática dos crimes

Por Da Redação - 3 jan 2020, 19h12

Cinco pessoas de uma mesma família foram presas após a morte do menino Victor Adriano Pereira da Cruz, de 3 anos de idade, na segunda-feira 30, no Jardim São Norberto, bairro do extremo sul da cidade de São Paulo. A mãe, o avô e avó maternos, um tio e uma tia foram indiciados por lesão corporal, maus-tratos e tortura. O pai do menino está preso por roubo desde junho do ano passado.

Três dos suspeitos foram presos em flagrante e outros dois foram levados à prisão após determinação da Justiça. O tio é soldado do Exército e foi levado ao 2º Batalhão da Polícia do Exército, em Osasco, na Grande São Paulo. Em nota, o Comando Militar do Sudeste afirmou que “repudia qualquer ato que atente contra a dignidade humana” e disse que ele permanecerá detido à disposição da Justiça.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de São Paulo, o menino foi levado pelos familiares ao Hospital Municipal de Parelheiros, também na zona sul, no domingo 29 com a informação de que havia sofrido um acidente (queda), mas o estado de saúde dele despertou a atenção dos médicos, que acionaram a polícia.

De acordo com o registro policial, os crimes de lesão corporal e maus-tratos ficaram “claramente demostrados pelos documentos médicos apresentados”, além de “ferimentos/marcas presentes na vítima e seu estado de saúde”. Já sob a tortura, a polícia afirma que “restou comprovada que a prática de ação delitiva impôs intenso sofrimento tendo em vista que a criança vem padecendo há dias, pois existem lesões em praticamente todo o corpo de datas recentes e não recentes”. “As ações dos indiciados ao parece são ininterruptas e a vítima vem sofrendo dia a dia na referida residência”, afirma o boletim de ocorrência.

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De acordo com a polícia, durante o depoimento, todos os indiciados negaram a prática dos crimes e disseram que a criança era bem cuidada, mas afirmaram que “devido ela ser muito ativa, ou em outros termos ‘peralta/arteira’, todos na residência já a castigaram, seja com palmas ou por acessórios como cintas”.

 

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