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Polícia de Goiás indicia enfermeira que matou yorkshire

Se condenada, mulher pode pegar até cinco anos e meio de prisão. Entretanto, ela não ficará presa, pois os crimes tem penas em regime aberto ou semiaberto

Por Marina Pinhoni - 19 jan 2012, 17h35

A Polícia Civil de Formosa (GO) indiciou a enfermeira Camila Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos, de 22 anos, acusada de agredir até a morte uma cadela da raça yorkshire, em novembro do ano passado. A mulher responderá pelo crime de maus-tratos praticados contra o animal e constrangimento de menor, uma vez que os atos de violência foram presenciados por sua filha, que na época tinha 1 ano e 6 meses de idade. A mulher foi ainda multada em 3 000 reais pelo Instituto Brasileira do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Leia também: Um cão Lobo a cada duas horas De acordo com a delegada Renata Brandimarte, responsável pelo caso, foi pedido um agravamento de pena, pois os crimes aconteceram de forma contínua. Se condenada, a enfermeira pode pegar até cinco anos e seis meses de prisão em regime aberto ou semiaberto. Segundo a delegada, o inquérito já foi entregue para o Poder Judiciário e será encaminhado para o Ministério Público Estadual (MP-GO), que decidirá se entrará ou não com uma denúncia formal contra a mulher. Um laudo foi feito por psicólogos para verificar se a filha de Camila ficou traumatizada por presenciar o espancamento do animal. Eles consideraram os resultados dos exames inconclusivos, por causa da pouca idade da criança. Assim mesmo, a delegada decidiu pelo indiciamento da mulher por constrangimento de menor. “As imagens mostram claramente que a criança estava lá durante as agressões. Independentemente de ela ter trauma futuro ou não, o constrangimento aconteceu”, afirma a delegada. O caso – As imagens do espancamento da cadela foram gravadas por um vizinho e colocadas na internet em dezembro do ano passado. Na gravação, Camila aparece arremessando o animal e batendo diversas vezes nele com um balde na frente de sua filha. O vídeo gerou uma onda de protestos nas redes sociais e teve quase 1,5 milhão de acessos. Segundo a delegada, as agressões mostradas no vídeo aconteceram nos dias 12 e 13 de novembro do ano passado. No dia 13, policiais militares e bombeiros foram acionados após a denúncia feita pelos vizinhos. Os oficiais presenciaram o momento em que Camila arremessou a cadela no gramado da área comum do prédio, o que, segundo eles, ocasionou a morte do animal. Após o ocorrido, Camila disse aos policiais que jogou o animal porque estava “tentando ajuda-lo”, pois ele estaria “engasgado com uma lagartixa”. Investigações – A polícia abriu um inquérito para investigar o caso no dia 21 de novembro. Foram ouvidos os vizinhos, a própria acusada, o marido dela e a empregada doméstica do casal. Em seu depoimento, a enfermeira afirmou que não estava nervosa quando praticou a agressão. Ela disse à polícia bateu na cadela apenas para “corrigi-la”, pois ao chegar em casa no dia 12, encontrou o imóvel sujo de fezes e urina do animal. De acordo com a delegada, os vizinhos afirmaram que as agressões já aconteciam há um tempo. m deles disse em seu depoimento que já havia discutido uma vez com a mulher e que só não a denunciou antes, pois ficou com medo do comportamento agressivo de Camila. O casal mudou de cidade devido à repercussão do caso. Leia também: Enfermeira que espancou cão em GO não será presa

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