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PMs serão julgados por forjar flagrante em protesto

Major e 1º tenente respondem processo por constrangimento ilegal. Eles foram filmados colocando morteiro dentro da mochila de um manifestante, em 2013

Dois policiais militares do Rio de Janeiro SERÃO julgados por forjar flagrante durante um protesto de professores na capital, em outubro do ano passado. O major Fábio Pinto Gonçalves e o 1º tenente Bruno Cesar Andrade Ferreira teriam colocado um morteiro na mochila de um dos manifestantes, segundo processo que respondem por constrangimento ilegal na Auditoria da Justiça Militar. A ação foi gravada em vídeo publicado à época pelo jornal O Globo.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, os dois já foram interrogados e uma nova audiência de instrução está marcada para o próximo dia 11 de junho. Quatro testemunhas de acusação devem ser ouvidas, e as de defesa serão arroladas em data a ser marcada posteriormente.

Um dos policiais militares envolvidos no flagrante forjado durante a manifestação de professores no centro do Rio, na segunda-feira, é o mesmo que foi fotografado lançando um grande spray de pimenta contra um grupo de manifestantes na entrada da Câmara Municipal do Rio no mesmo dia. O PM foi identificado é o major Pinto, do 5º BPM (Praça da Harmonia). Ele e o tenente Andrade, do 20º BPM (Mesquita), foram afastados temporariamente de suas funções pelo Comando da Polícia Militar.

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No início da gravação, o tenente Andrade aparece com morteiros na mão correndo atrás de outro suspeito. Em seguida, os policiais abordam um grupo, e o tenente joga aos pés do adolescente um morteiro. O jovem abria a mochila para revista dos policiais militares no momento e não chegou a tocar no artefato. Em seguida, o major Pinto, que comandava a operação na Cinelândia, deu voz de prisão ao rapaz, dizendo que o material era dele.