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PMs são presos suspeitos de matar cinco jovens no Rio

Vítimas, que tinham entre 16 e 25 anos, serão enterradas hoje; crime ocorreu próximo à favela do Morro da Lagartixa; testemunhas contaram que os PMs tentaram alterar a cena do crime

Por Da Redação 30 nov 2015, 08h59

Cinco jovens foram mortos na madrugada deste domingo, em Costa Barros, Zona Norte do Rio de Janeiro. Quatro policiais militares do 41º Batalhão de Polícia Militar (BPM, em Irajá) foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento no crime, sendo três deles pelos assassinatos e todos por fraude processual, segundo nota da Polícia Civil. A Polícia Militar, por sua vez, informou que os policiais “responderão perante a Justiça comum e perante a Justiça Militar”.

Foram assassinados Roberto de Souza Penha, 16 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, de 16, Cleiton Correa de Souza, de 18, Wilton Esteves Domingos Junior, de 20, e Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos. As vítimas serão enterradas nesta segunda-feira.

Os jovens foram fuzilados no carro em que estavam, um Palio branco, cravejado com dezenas de tiros. Parentes dos jovens contaram que eles tinham saído de carro na noite de sábado e foram atacados pelos policiais na volta para casa. O crime foi perto de uma favela conhecida como Morro da Lagartixa, na Estrada João Paulo, que cruza a Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso ao Rio.

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Um morador das cercanias, que chegou à cena do crime pouco depois do fuzilamento, afirmou que os policiais tentaram forjar resistência por parte das vítimas. “Disseram que não poderia alterar a cena do crime, mas pegaram a chave do carro, abriram a mala do carro e colocaram lá dentro uma pistola de mentira. Eles tentaram forjar que os jovens eram bandidos, mas eles não eram. Eu conhecia todos eles muito bem”, disse a testemunha.

Em nota, a Polícia Civil informou que os PMs Thiago Resende Viana Barbosa, Marcio Darcy Alves dos Santos e Antonio Carlos Gonçalves Filho foram presos em flagrante, por homicídio doloso, com intenção de matar, e fraude processual, enquanto o policial Fabio Pizza Oliveira da Silva foi detido só por fraude processual. “As armas dos policiais militares foram apreendidas e os veículos estão sendo periciados. Testemunhas estão sendo ouvidas”, disse a Polícia Civil. O caso está sendo investigado pela 39ª Delegacia de Polícia (DP).

Já a Polícia Militar abriu um Inquérito Policial Militar (IPM), para “esclarecer as circunstâncias da ocorrência”. “Os agentes estão presos e serão transferidos para a Unidade Prisiona”, diz a nota da corporação.

(Com Estadão Conteúdo)

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