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PMs são presos por esquema de abastecia milicianos e traficantes do Rio com fuzis

Justiça tornou réus dois policiais militares suspeitos de envolvimento com esquema de comércio ilegal de armas e munições

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 ago 2026, 12h37
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Dois policiais militares foram presos preventivamente nesta quinta-feira, 27, por suspeita de vender armamentos pesados a milicianos e traficantes do Rio de Janeiro. Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, estão entre os vinte denunciados pelo Ministério Público estadual pelo esquema. A 3.ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital recebeu a denúncia e abriu um processo por três crimes: constituição de milícia privada, associação para o tráfico de drogas com emprego de arma de fogo e comércio ilegal de armas e munições de uso restrito.

Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

A investigação aponta que a milícia de Curicica controlaria o esquema, viabilizado a partir da cobrança de valores extorsivos de moradores e comerciantes e do roubo de veículos e cargas em Jacarepaguá e regiões próximas na Zona Sudoeste do Rio. André Costa Bastos, conhecido como o “Boto” ou “Redbull”, mesmo preso em uma penitenciário federal, seria o responsável pelo comando estratégico, enquanto Osmar Silva de Souza, o “Messi” ou “Novinho”, exerceria a liderança operacional do grupo. Eram comercializados armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições.

O inquérito também descobriu uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), segunda maior facção do Rio, nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, é apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa.

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