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PMs decidem manter greve na Bahia

Mesmo com presença do Exército, número de mortes chega a 80 desde o início da paralisação. Justiça decreta prisão de líder dos grevistas

Por Da Redação - 5 fev 2012, 12h21

Os policiais que fazem greve desde terça-feira passada na Bahia anunciaram neste domingo que manterão a paralisação para reivindicar melhorias salariais, apesar da onda de violência que se espalhou pelo estado, que já registrou 80 homicídios durante o período.

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Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, 15 pessoas foram assassinadas somente em Salvador no sábado e, até agora, o número de mortes de domingo chega a oito. Além dos homicídios, houve saques e outros atos de vandalismo em dezenas de estabelecimentos comerciais, além de 41 roubos de carro.

Ontem, o governador da Bahia, Jacques Wagner, atribuiu muitas dessas desordens aos próprios policiais e disse que não discutirá as reivindicações trabalhistas até que os grevistas encerrem a paralisação. Wagner recebeu o apoio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que visitou Salvador neste sábado e advertiu que os líderes do movimento podem ser presos por liderarem um protesto que considerou “inaceitável”.

Grevistas – Porém, o presidente da associação de policiais que organiza a medida de força, Marco Prisco, afirmou neste domingo que a paralisação seguirá até que o governo do estado aceite negociar as exigências, que incluem aumento salarial próximo a 30% e melhorias nas condições de trabalho. “A palavra é negociação”, disse Prisco aos jornalistas no prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, parcialmente ocupado pelos policiais em greve desde terça-feira.

Marco Prisco, líder dos PMs grevistas, disse que greve continua até haver negociação
Marco Prisco, líder dos PMs grevistas, disse que greve continua até haver negociação VEJA

A Justiça decretou a prisão de Prisco e outros 11 líderes do movimento, considerado ilegal, mas o porta-voz dos grevistas garantiu que não se entregará até que seja aberta uma negociação sobre os salários dos policiais.

Exército – Salvador e outras cidades da Bahia seguem com a segurança reforçada por 2.600 soldados do Exército, que receberão o reforço de outros 400 homens vindos do Rio de Janeiro. Contudo, a presença do Exército não impediu a onda de violência nas zonas periféricas de Salvador e na região metropolitana, onde foram registrados os recentes casos de homicídio. A greve preocupa as autoridades locais não só pela insegurança nas ruas, mas também pelo possível impacto econômico, já que Salvador espera milhares de turistas para o Carnaval.

(Com agência EFE)

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