PMs acusados de fazer segurança do bicheiro Rogério de Andrade voltam para prisão; entenda
Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes estavam em prisão domiciliar, mas descumpriram medidas cautelares
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu novos mandados de prisão nesta terça-feira, 28, contra três policiais militares acusados de participar do núcleo de segurança do bicheiro Rogério de Andrade. Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes estavam em prisão domiciliar sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, eles descumpriram e desprezaram repetidamente as determinações da Justiça. Eles não respeitaram as regras de recolhimento noturno aos finais de semana. Carlos Fernando, em particular, deixou a tornozeleira descarregar em nove dias distintos. Em um dos incidentes, manteve o dispositivo de monitoramento desligado por mais de três dias. As condutas dos investigados, salientou o MPRJ, “colocam em risco a ordem pública e comprometem a aplicação da lei penal”.
+ Após caso Canella, Couto determina recadastramento de armas cedidas pelo Estado
Rogério de Andrade está preso no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, desde outubro de 2024. Os três, por sua vez, foram presos na primeira fase da Operação Pretorianos — nome que faz alusão à Guarda Pretoriana, uma unidade de defesa pessoal dos imperadores romanos na antiguidade — em março de 2024. A ação teve como alvo 18 policiais militares da ativa e um policial penal apontados como parte do grupo de segurança do bicheiro. Ao todo, 31 pessoas foram denunciadas pelo crime de organização criminosa.
Em janeiro, outros dois policiais militares aposentados foram detidos. Marcos Antonio de Oliveira Machado, conhecido pelo sobrenome Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, o Carneiro, são acusados de fazer a guarda pessoal e prestar serviços diretos a Andrade e a seus familiares. Carlos André também é suspeito de subornar um PM da ativa para conseguir informações sobre operações. Além de conseguir informações privilegiadas sobre as operações, o Carneiro e o bicheiro tentavam direcionar as ações policiais contra estabelecimentos de bicheiros rivais no estado.







