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PMDB pressiona e Lula volta a defender lista tríplice para vice

Em meio às recentes decisões estratégicas do PMDB para reforçar o nome do deputado Michel Temer, presidente da legenda, como o candidato a vice na chapa da ministra Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a elaboração de uma lista tríplice para a escolha do candidato. Segundo a edição desta sexta do jornal O Globo, Lula teria dito a colegas do PT que a escolha do vice não pode ser imposição dos aliados.

O PMDB chegou a antecipar a reunião do Diretório Nacional que elegerá a nova formação da Executiva Nacional do partido. Ficou decidido que Michel Temer, presidente da Câmara, será reconduzido ao comando da legenda. A estratégia é mostrar que o partido está unido em torno da indicação do parlamentar para ser o candidato a vice-presidente na chapa de Dilma.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), avaliou que, ao reconduzir Temer à presidência, o partido mostrará consenso entre os correligionários, o que tornará a sigla mais forte para discutir os apoios regionais com o PT. “O importante agora é resolver estes impasses, porque quanto mais o assunto é protelado, mais difícil fica de resolver, as posições se cristalizam, as torcidas vão aparecendo, e ninguém segura mais”.

Já Lula acredita que Dilma deve ter uma participação ativa na escolha de seu vice. Um ministro petista disse ao jornal que o presidente quer “mais opções” para a vice-presidência. Na lista defendida pelo Planalto estão, além do nome de Temer, os do ministro das Comunicações, Hélio Costa – para solucionar o impasse com o PT em Minas -, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MA), caso se decida optar por um nordestino na chapa.

No final do ano passado, o presidente já havia sugerido a elaboração da lista, o que causou grande mal-estar entre as legendas. Temer chegou a dizer que não pegou bem” no partido a cobrança feita pelo presidente. “É possível que o partido resolva indicar uma lista sêxtupla. Mas essa é uma decisão do PMDB, não é uma decisão externa ao partido”, afirmou na ocasião. Lula, porém, nunca chegou a retirar oficialmente o pedido.