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PM do Rio põe Batalhão de Choque a postos para o protesto desta quinta-feira

No Facebook, mais de 13.000 pessoas confirmam participação na manifestação programada contra o aumento da passagem de ônibus, na Candelária

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 13 jun 2013, 15h31

(Atualizado às 16h)

Diante da perspectiva de mais um grande protesto contra o aumento de passagens de ônibus no centro do Rio no fim da tarde desta quinta-feira, a Polícia Militar vai enviar reforços para a região da Candelária, ponto de encontro informado pelo Facebook para os manifestantes. De acordo com o comandante do 5º BPM (Praça da Hamonia), tenente coronel Camargo, o Batalhão de Choque está preparado para intervir no caso de novos tumultos.

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As redes sociais são, até o momento, um termômetro para medir o grau de adesão ao protesto. No Facebook, mais de 13.000 pessoas confirmaram presença. O início está marcado para as 17h. Há três dias, um ato semelhante contra o aumento da passagem transformou as principais ruas do centro em uma praça de guerra. Manifestantes jogaram pedras na polícia e atearam fogo em cones e lixo. A PM respondeu com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha.

Página da “Operação Pare o Aumento”, que convoca para protestos no Rio VEJA

No Facebook, o movimento criou uma página chamada “Operação Pare o Aumento”. Com letras que imitam o logotipo da Operação Lei Seca, o perfil utiliza uma imagem do prefeito Eduardo Paes pintado como o vilão Coringa, eterno inimigo de Batman. Em 25 de maio, a prefeitura do Rio publicou um decreto autorizando o aumento da passagem de 2,75 para 2,95 reais.

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A presidente Dilma Rousseff, que iria ao Rio nesta quinta-feira, adiou a agenda para sexta-feira. A presidente participaria de solenidade no Centro Integrado de Comando e Controle, que seria transmitida por teleconferência para outras cidades-sede das Copas das Confederações. Com a mudança, o anúncio será feito de Brasília.

Antes do evento que aguardava Dilma, o governador Sérgio Cabral afirmou que os protestos têm motivação política. “Não é uma manifestação espontânea da população. Percebe-se que esses jovens não estão preocupados em defender o interesse público, e sem criar um clima de confusão e baderna. É preciso ter respeito com a população e o bem público”, declarou.

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