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PM do Rio apresenta armas não-letais que serão usadas em UPPs e em estádios, na Copa e nos Jogos Olímpicos

Por Leo Pinheiro, do Rio de Janeiro 23 Maio 2011, 19h55

Espingardas com balas de borracha, pistolas de descarga elétrica, espuma de pimenta, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Todos estes equipamentos de menor potencial de letalidade, ou “armas não-letais”, estarão, a partir deste mês, em todas as 17 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro. Para tanto, a Secretaria Estadual de Segurança investiu 3 milhões de reais na aquisição da nova tecnologia.

A medida é um passo à frente na criação de uma imagem de polícia mais voltada ao serviço ao cidadão que à guerra. “Não só a política das UPPs, mas a política de segurança pública do Rio de modo geral caminha para diminuir a letalidade”, afirmou o comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, coronel Robson Rodrigues, na tarde desta segunda-feira, no Batalhão de Choque.

O Batalhão de Choque é a unidade que entra em ação em situações complexas, quando o uso da força é indispensável. E foi na sede do BPChoque que foram feitas as demonstrações do treinamento para uso das novas armas. Todas têm o mesmo resultado: imobilizam o agressor com impacto e resultados controlados.

A nova espuma de pimenta, por exemplo, pode ser direcionada para apenas uma pessoa, o que evita danos a quem não tenha nada a ver com o problema que os agentes enfrentam na rua. Ela é diferente da que é empregada contra grandes grupos – que continua a ser usada.

Em caso de necessidade de o policial conter um grande grupo, também poderá ser usada a granada de efeito sonoro-luminoso. O artefato causa um grande estrondo quando detonado, mas é incapaz de ferir, já que seus estilhaços são de borracha. Outro tipo de bomba de efeito moral apresentado contém apenas um tipo de talco inodoro, que tem a coloração e textura semelhante à do gás lacrimogêneo.

Também houve testes com a pistola Taser, de descarga elétrica. O policial destacado para receber o disparo na demonstração deu a idéia do poder de ‘convencimento’ da arma. Contorcendo-se no chão, o soldado implorava para o colega não apertar o gatilho novamente, mostrando que apesar de não letal ela é bastante eficiente na imobilização de um possível agressor.

Foram feitas também demonstrações da espingarda calibre 12 com projéteis de impacto controlado (balas de borracha).O equipamento deverá ser usado dentro dos estádios onde acontecerão os eventos da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio. Tanto a Fifa quanto o Comitê Olímpico Internacional não permitem o uso de armas letais nas arenas esportivas.

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