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PM atira em colega e o mata ao confundi-lo com criminoso

Vítima havia saído de um bar ao amanhecer, segurando sua arma, quando foi confundido e reagiu à abordagem do outro policial

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 29 jan 2018, 19h05 - Publicado em 29 jan 2018, 19h04

Um policial militar de folga atirou em um colega de profissão, que também não estava trabalhando, e o matou na manhã desta segunda-feira (29), após confundi-lo com um assaltante em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo informações das Polícias Militar e Civil, o soldado Altieres Souza da Silva, de 33 anos, lotado no 31º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, de Guarulhos, deixou um bar na Rua Tapajós, no Jardim Barbosa, por volta das 5h30, com uma arma nas mãos, acompanhado de outro policial do mesmo batalhão. Ambos estavam à paisana.

Os dois PMs se dirigiam aos seus carros, que estavam estacionados próximo a uma drogaria na Avenida Paulo Faccini, em Guarulhos, quando foram vistos por um terceiro soldado da PM, lotado no 42º batalhão, de Osasco. Do outro lado da via e sem fardamento, o terceiro policial achou que Silva fosse assaltar o estabelecimento, aproximou-se e se identificou como PM.

Ainda de acordo com a polícia, Silva se virou com sua arma em direção ao policial que o abordou. Este, então, efetuou disparos que atingiram o tórax do soldado. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Geral de Guarulhos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Não foi divulgado se o policial que atirou no colega foi preso.

A Polícia Civil informou que o caso será investigado por meio de inquérito pelo 1° Distrito Policial de Guarulhos. A corporação e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informaram que o registro da ocorrência ainda estava em andamento no fim da tarde desta segunda.

“Testemunhas foram ouvidas, e a equipe policial busca por imagens e outras testemunhas que possam colaborar com as investigações”, declarou a SSP, em nota. Já a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. A Corregedoria da PM também acompanha as investigações.

A arma que Silva portava, uma pistola .40, pertencia à Polícia Militar. Já a que foi usada na ocorrência, também de calibre .40 era de propriedade particular e foi apreendida pela Polícia Civil. O soldado que acompanhava Silva também carregava uma pistola .40 de posse da PM.

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