Planalto orienta ministros a viajarem para promover o governo petista durante a campanha
Cobranças feitas em reuniões constrangeram auxiliares de ministérios e chefes de pastas, que têm de prestar contas por agendas e entrevistas
Nos últimos dias, auxiliares de ministros de Lula foram chamados ao Planalto para serem cobrados por “compromisso” com a campanha petista.
“Foi constrangedor”, diz um deles.
As ordens, vindas da Casa Civil e da Secom, não se limitam aos assessores. Os ministros foram orientados a organizar agendas nos estados e a dar entrevistas a rádios locais para “divulgar o governo”. O Planalto exige dados de agenda a cada 15 dias para monitorar se todos estão seguindo as ordens.
Oficialmente, o governo alega que as viagens servem ao propósito de concluir “entregas”. Na prática, a obrigação incomodou alguns ministros e assessores pelo viés eleitoreiro.







