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Piranhas atacam banhistas para ‘proteger ovos’, diz pesquisador

Cerca de vinte pessoas foram mordidas pelo animal em dezembro na prainha de Pereira Barreto (SP)

Por Giovanna Romano 7 jan 2020, 11h01

Os ataques de piranhas na prainha de Pereira Barreto (SP), às margens do Rio Tietê, assustaram banhistas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de vinte pessoas foram mordidas somente no mês de dezembro. Para o professor e pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, Vidal Haddad Junior, o período de reprodução do animal é a principal causa.

O professor foi levado pela prefeitura de Pereira Barreto para avaliar a situação da prainha. Haddad Junior explicou que os casos não se configuram um ataque, porque as piranhas morderam apenas uma vez cada pessoa — e o ataque consiste em muitas mordidas de um cardume. “A história hollywoodiana é uma grande balela. A piranha tem uma função fundamental para o ecossistema”, afirma a VEJA.

Para se reproduzir, as piranhas procuram águas mornas, calmas e com vegetação, os aguapés, local onde elas depositam os ovos. Após a fêmea colocar os ovos, ela vai embora e o macho fica nos aguapés cuidando dos futuros filhotes. “É uma mordida de advertência para proteger os ovos. É um pai zeloso”, brinca o pesquisador.

Haddad Junior diz que a melhor prevenção às mordidas é afastar a vegetação por meio das correntezas do rio. Deste jeito, as piranhas devem ir embora com os ovos depositados. “Caso ainda fique alguma piranha na prainha, pode-se usar uma rede de afastamento para impedir o contato do animal com os banhistas”, afirma.

Funcionários da prainha instalaram placas com o aviso: “Atenção, banhista. Área sujeita a ataque de piranha. Cuidado!”. Eles também recomendam que o banhista não jogue alimentos na área. “Pessoas que jogam comida na água e que se comportam mal também contribuem para a mordida dos animais”, conclui o pesquisador da Unesp.

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