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PGR é contra pedido de ex-ministro de Bolsonaro para rever condenação na trama golpista

Paulo Gonet considerou que solicitação de revisão criminal de Anderson Torres não preencher requisitos para ser analisada

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2026, 10h30 | Atualizado em 10 set 2026, 10h52
PGR é contra pedido de ex-ministro de Bolsonaro para rever condenação na trama golpista Priorize VEJA no Google

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou um parecer contrário ao pedido de revisão criminal do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que foi condenado a 24 anos de prisão por sua participação na trama golpista.

Gonet argumentou que “o título condenatório é hígido e está assentado em vigoroso conjunto probatório”. Para o procurador-geral, as teses apresentadas pela defesa demonstram apenas a “discordância do requerente com a qualificação jurídica dos fatos adotada pela Corte”.

“Divergência quanto à subsunção típica não equivale a erro judiciário e não autoriza, na via revisional, a desconstituição da coisa julgada”, destacou.

O pedido será analisado agora pelo ministro Nunes Marques.

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A revisão criminal serve para reanalisar condenações após esgotados todos os recursos, mas só cabe em situações específicas: se a sentença tiver sido contrária ao texto da lei penal ou à evidência dos autos; se tiverem sido utilizados depoimentos ou documentos comprovadamente falsos ou se surgirem novas provas de inocência.

Gonet afirmou, no entanto, que o pedido de Torres não se enquadra em nenhum dos três critérios e por isso não deve nem mesmo ser conhecido, ou seja, rejeitado sem análise de mérito.

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A defesa do ex-ministro alegou ao STF que ele foi condenado por crimes que ainda não existiam quando supostamente foram cometidos.

Isso porque os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado somente passaram a integrar o ordenamento jurídico brasileiro em setembro de 2021.

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Já o primeiro “ato executório da organização criminosa” da trama golpista teria ocorrido em julho de 2021, quando Torres participou de uma transmissão ao vivo na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro fez críticas às urnas eletrônicas.

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