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PF vê crime de lavagem em 1,1 milhão em avião no Pará

Envolvidos no transporte do dinheiro que seria usado para a compra de votos em Parauapebas serão indiciados também por formação de quadrilha

Por Da Redação 18 out 2012, 09h55

A Polícia Federal de Marabá, no sudeste do Pará, vai indiciar por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha os envolvidos no transporte de 1,1 milhão apreendidos dentro de um avião em Parauapebas, no dia 2 de outubro passado.

O dinheiro, segundo depoimento de uma mulher que pegou carona no avião e ajudou a carregar uma das três mochilas com os valores, seria destinado à compra de votos e à boca de urna, no dia da eleição, 7 de outubro, em favor do candidato do PT à prefeitura do município, José das Dores Couto, conhecido como Coutinho. Ele perdeu a eleição para o candidato do PSDB, Valmir da Integral, por uma diferença de vinte mil votos.

Crime eleitoral – O delegado Antonio Carvalho, porém, não tem como indiciar os acusados por crime eleitoral, incluindo o dono do dinheiro, um empresário de Parauapebas, porque não houve flagrante, o que só poderia ocorrer no dia da eleição. Quem montou a operação para que as Polícias Civil e Militar apreendessem o avião com o dinheiro foi o juiz da comarca do município, Líbio Moura. Para o delegado, a ação foi precipitada, pois a PF deveria ter sido avisada para monitorar os envolvidos até o dia da eleição e flagrar o crime eleitoral.

A PF já tomou os depoimentos de cinco pessoas, três delas logo depois da apreensão do avião: Adinaldo Correa Braga, preso em companhia da esposa Rosângela Noronha Machado Braga, e do piloto de avião Lucas Silva Chaparra. Um funcionário da Secretaria de Saúde de Parauapebas e o dono de uma empresa local que aluga tratores e alega ser o dono do dinheiro apreendido também depuseram.

O dono de uma empresa de engenharia que teria efetuado pagamento milionário pelo aluguel de tratores e um coordenador de campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) no município, embora intimados, não compareceram. O advogado do empresário que não apareceu para depor disse que seu cliente estava com “problemas de saúde”.

(Com Agência Estado)

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