PF prende no Santos Dumont homem que roubou herança de R$ 37 milhões
Polícia Civil identificou 140 possíveis vítimas de crime conhecido como 'pig butchering' espalhadas pelo Brasil
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira, 14, no aeroporto Santos Dumont, no Rio, um homem de 41 anos foragido da Justiça pela prática de crimes financeiros. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa milionária com atuação em diversos estados.
O preso, natural de Presidente Prudente, em São Paulo, é investigado pela suposta participação em um grupo que usaria criptoativos para lavar dinheiro obtido por meio do crime conhecido como “pig butchering” — abate do porco. A metáfora vem da ideia de alimentar um porco lentamente antes do abate. No caso do esquema investigado, os criminosos ganhavam gradualmente a confiança dos alvos e os convenciam a investir em uma plataforma falsa de investimentos. A principal vítima, uma senhora gaúcha de 70 anos, teve prejuízo superior a R$ 37 milhões.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Criptoabate, deflagrada na quinta-feira, depois de mais de um ano de investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A apuração aponta para uma organização que pratica fraudes de falso investimento e lavagem de dinheiro no Brasil e no exterior. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decretou dez prisões preventivas e expediu 16 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a organização.
Até o momento, outros dois homens foram presos, um em São Paulo e outro no Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, o grupo já causou um prejuízo de mais de R$ 8 milhões a uma pessoa. No total, a Polícia Civil identificou 140 possíveis vítimas espalhadas pelo Brasil. Segundo a Polícia Civil, transações suspeitas feitas pelo grupo somam R$ 30 bilhões.
O homem capturado nesta sexta foi encaminhado para o sistema prisional do Rio. Ele responderá pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. “Nós identificamos que ele tinha uma passagem comprada para voltar do Rio de Janeiro para Santa Catarina no dia de hoje. Nós fizemos contato com a Polícia Federal, que então, no momento do embarque, executou a prisão dele”, explica o delegado Eibert Moreira.
Sete homens investigados pela Operação Criptoabate e com mandados de prisão preventiva expedidos pelo TJ-RS continuam foragidos da Justiça.







