PF mira ataques ao BC em nova fase de investigação sobre Master
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra publicitário ligado a Vorcaro
A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.
A ação desta quinta foca em uma atuação coordenada em redes para comprometer a credibilidade do Banco Central.
Estão sendo cumpridos, em Brasília, dois mandados de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda.
Ele é suspeito de atuar, junto com o banqueiro Daniel Vorcaro, para “proteger o núcleo dirigente da organização criminosa”, “manipular a opinião pública” e “coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, de concorrentes e pessoas ligadas ao Presidente do Banco Central”.
A investigação levantou indícios de intimidação de jornalistas, monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, obtenção indevida de informações sigilosas e adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.
De acordo com o ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a operação, Miranda “estaria diretamente envolvido no recrutamento de influenciadores e jornalistas”.
Estão sendo investigados crimes contra o sistema financeiro nacional e de organização criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.
Em janeiro, a PF abriu um inquérito para apurar o envolvimento de uma rede de influenciadores digitais num plano para atacar o BC.
A suspeita é de que eles tenham recebido dinheiro de Vorcaro, dono do Master, para propagar conteúdos favoráveis ao banco e contra os órgãos de controle. Cerca de 40 perfis estariam envolvidos no chamado “Projeto DV”.







