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PF intima empresas que abasteceram esquema de desvio na Petrobras

Polícia exige documentos e justificativas para pagamentos feitos ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor Paulo Roberto Costa

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro - 7 out 2014, 22h27

A Polícia Federal intimou empreiteiras que fizeram pagamentos ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A intimação foi divulgada nesta terça-feira. O objetivo é dar chance de “colaboração espontânea” para as empresas responsáveis por abastecer o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro descoberto na operação Lava Jato, que movimentou mais de 10 bilhões de reais. Sócios e executivos das empreiteiras são investigados em inquéritos em andamento na Polícia Federal e terão de apresentar documentos e justificativas para os pagamentos.

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De acordo com as investigações, Costa e Youssef organizaram um esquema de desvio de recursos da estatal para enriquecimento próprio e para abastecer o bolso de políticos e partidos da base aliada. Isso era feito com a assinatura de contratos fictícios, simulando a prestação de serviços entre empresas de fachada e as empreiteiras envolvidas, sempre com a finalidade de dar aparência legítima ao dinheiro desviado. Como revelou VEJA, o ex-diretor Paulo Roberto Costa apontou pelo menos três governadores, um ministro, seis senadores, 25 deputados federais e três partidos políticos (PT, PMDB e PP) como beneficiados pelas verbas desviadas. Eles recebiam 3% de comissão sobre o valor de contratos da petrolífera, de acordo com os depoimentos de Costa prestados no acordo de delação premiada.

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A polícia aperta o cerco contra os corruptores. Como revelou o site de VEJA, só o grupo Mendes Júnior, por exemplo, transferiu mais de 3,8 milhões de reais, obtidos em obras da Petrobras, para contas de empresas de fachada do doleiro Youssef. A construtora Mendes Júnior foi uma das empresas intimadas a “explicitar a natureza dessas transferências e fornecer a documentação pertinente, inclusive quanto a execução do objeto do contrato, em sendo o caso”.

Também foram intimadas: OAS Engenharia, Engevix, Unipar, Galvão Engenharia, Investminas Participações, Tipuana Participações, Phisical, Projetec Projetos, Coesa Engenharia, Metasa Indústria de Metais, Construtora OAS, JSM Engenharia, Astromarítima Navegação, Hope Recursos Humanos, Constran, UTC Participações, Consórcio RNEST, Empresa Industrial Técnica e Arcoenge. Com a confissão de crimes pelo ex-diretor, fica mais complicada a tentativa de justificar os pagamentos como remuneração de serviços legítimos.

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