PF e PGR pediram sigilo sobre investigação contra Flávio Bolsonaro no STF
Inquérito contradiz Alexandre de Moraes, que acusou André Mendonça de proteger o senador do PL
O sigilo no inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrubado na sexta-feira pelo ministro André Mendonça, havia sido solicitado pela Polícia Federal no pedido de abertura da apuração e teve a concordância da Procuradoria-Geral da República.
Na sexta, a PGR pediu a divulgação de um grupo de processos sobre o Master. Mendonça concordou e incluiu ainda outras ações que não haviam sido solicitadas, inclusive o inquérito sobre o filme “Dark Horse”.
Ao solicitar o início da investigação, em julho, a PF defendeu “a manutenção do sigilo do procedimento, considerando a natureza dos elementos
extraídos de dispositivo eletrônico, a existência de RIF espontâneo do COAF, a possível necessidade de diligências sensíveis e o envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro”.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse na época que “não se opunha” à abertura do inquérito, “mantido o sigilo indispensável ao bom êxito das providências investigativas enumeradas”.
Mendonça autorizou a instauração em 22 de julho, um dia depois do parecer de Gonet e 14 dias depois do pedido da PF. Desde então, nenhuma das duas instituições solicitou novas diligências.
Nas últimas semanas, o ministro sofreu pressão para liberar o caso, em meio a acusações de que estaria protegendo Flávio Bolsonaro.
A imputação ganhou um reforço na sexta, quando o ministro Alexandre de Moraes acusou seu colega de tribunal de realizar um “levantamento seletivo e direcionado do sigilo”, com o objetivo de praticar “proteção ostensiva de determinado grupo político” — referência indireta ao bolsonarismo.





