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Petrobras cancela contrato com empresa que teria ligação com doleiro e ex-diretor

Paulo Roberto Costa pode ter interferido para Ecoglobal faturar R$ 443 milhões

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro
17 jun 2014, 13h43

A Petrobras cancelou um contrato de mais de 443 milhões de reais com a Ecoglobal, empresa investigada por ligação com Alberto Youssef e com Paulo Roberto Costa na operação Lava-Jato. O doleiro e o ex-diretor da Petrobras acertaram a compra da fornecedora por cerca de 18 milhões de reais. Segundo a polícia, há indícios de que Costa tenha usado de sua influência na estatal para que a empresa firmasse a negociação.

A rescisão do contrato foi comunicada à 13ª Vara Federal do Paraná no dia 13 de junho pela Petrobras. Em ofício assinado por Virmondes Alves Pereira, gerente-geral de construção e manutenção de poços, a estatal alegou que a Ecoglobal faltou com “deveres de clareza, transparência e colaboração com a Petrobras no que tange à sua composição societária”. Pereira teve de prestar depoimento a policiais federais para explicar as circunstâncias da contratação. A investigação deste caso também motivou uma inédita apreensão de documentos no gabinete da presidência da Petrobras.

No ofício entregue à Justiça, a estatal alegou ainda que a Ecoglobal criou a “legítima presunção” de que não conseguirá “concluir o objeto do contrato”. A Petrobras alegou que isso causou “transtornos operacionais e consequentes potenciais prejuízos de ordem financeira”. O contrato de 443 milhões de reais chamou atenção no mercado, porque teria sido firmado para a realização de testes de poços de petróleo, uma atividade nova para a empresa. A firma de Macaé, no Norte Fluminense, desbancou concorrentes como a multinacional Schlumberger.

Até a negociação ser fechada, a Ecoglobal já tinha obtido pelo menos 28,6 milhões de reais em serviços prestados para a Petrobras, de agosto de 2009 a abril de 2013. O primeiro contrato, que aparece no site de transparência da estatal, foi fechado em 19 de agosto de 2009. Depois de quatro aditivos, o serviço alcançou 18,2 milhões de reais. Em e-mails enviados com cópia para Paulo Roberto Costa, intermediários de Youssef mencionaram que havia a possibilidade de conseguir um aditivo de até 15% neste contrato de 443 milhões de reais – provavelmente graças à interferência do ex-diretor.

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