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Petistas apostam no discurso do terror para cooptar indecisos

Membros do partido afirmam que ainda não jogaram a toalha em busca de votos para barrar impeachment

Por Da Redação - 16 Apr 2016, 13h43

A um dia da votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara, governistas afirmam que ainda não “jogaram a toalha”. O sábado é marcado por uma intensa batalha do governo em busca dos votos de deputados indecisos – e nem mesmo parlamentares que já anunciaram voto contra a petista foram esquecidos: a força-tarefa ainda tenta fazer alguns nomes reverem suas posições.

“Tem um sentimento de virada. As pessoas estão percebendo, tarde, mas na hora certa, que a chapa do golpe é Temer e Cunha. Eles estão se aproveitando de manifestações legítimas para assaltar o poder”, afirmou ao site de VEJA o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), após ato de movimentos de esquerda, em Brasília. O mapa dos votos, contudo, não indica a virada propalada.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), uma das estrelas do escândalo dos cartões corporativos do governo Lula, dá mostras do discurso de terror adotado pelo governo: “Estou esperançosa, trabalhando bastante, com toda a bancada, os partidos. Atuando para convencer os indecisos, que ainda soma um número alto, e fazendo com que eles compreendam como será o dia seguinte após aprovação do impeachment”.

O ministro da Cultura Juca Ferreira aproveitou para alfinetar Temer. “Se eles [oposição] querem governar o país, que apresentem medidas, convençam o povo brasileiro e concorram em 2018”, afirmou, em linha com a fala do ex-presidente Lula, nesta manhã, no ginásio Nilson Nelson, onde uma multidão de filiados a movimentos sociais, como CUT e MST, formavam filas para almoçar, por volta do meio-dia. Nas imediações do ginásio havia várias barracas de acampados e diversos ônibus e vans com procedência de Estados como Pernambuco, Santa Catarina e Minas Gerais.

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