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Pesquisas revelam que brasileiro se tornou mais receptivo aos homossexuais nos últimos 18 anos

Quanto à adoção de crianças, a opinião continua relativamente a mesma. Enquanto 58% eram contra em 1993, hoje são 55%

Por Branca Nunes 28 jul 2011, 12h15

A pesquisa divulgada pelo Ibope nesta quinta-feira mostrou que a maioria dos brasileiros (55%) é contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que aprovou em 5 de maio a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Comparados com outro estudo realizado pelo mesmo instituto em 1993 e publicado com exclusividade por VEJA naquele ano, os números revelam que a população se tornou mais receptiva aos homossexuais.

Enquanto 56% dos entrevistados em 1993 disseram que se afastariam de um colega caso descobrissem que ele era homossexual, o número diminuiu para 24% em 2011. Há 18 anos, 45% afirmavam que mudariam de médico se ele fosse gay. Hoje, 67% são totalmente a favor de médicos homossexuais no serviço público. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira também mostrou que a população aceita que gays sejam professores do ensino fundamental (61%) e policiais (59%). Em 1993, 47% dos eleitores brasileiros afirmavam que mudariam seu voto se ficassem sabendo que o candidato era homossexual.

Quanto à adoção de crianças por casais homossexuais, a opinião continua relativamente a mesma. Em 1993, 58% dos entrevistados acreditavam que casais gays não deveriam adotar uma criança. A porcentagem hoje é de 55%.

“Quando comparamos as duas pesquisas fica evidente que o apoio à nossa causa cresceu muito”, comemora Tony Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). “A anuência das mulheres, da juventude e dos brasileiros mais escolarizados indica que, daqui a 10 anos, o preconceito será ainda menor. Agora vamos trabalhar para aumentar o diálogo com o público evangélico”.

Realizada entre os dias 14 e 18 de julho deste ano, a pesquisa do Ibope mostrou que os homens são menos tolerantes à união estável entre pessoas do mesmo sexo (63% dos entrevistados disseram ser contra), assim como os maiores de 50 anos (73%). Entre as pessoas com formação até a quarta série do fundamental, 68% rejeitam a ideia. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste dividem a mesma opinião: 60% são contra. No Sul, 54% são contra e, no Sudeste, o índice cai para 51%. Entre os evangélicos, o índice de rejeição é de 77%. Esses números revelam que, embora mais tolerante, o Brasil continua longe do arco-íris.

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