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Pesquisa revela estrago de imagem da Fifa, após interferência de Trump na Copa do Mundo

Escândalo Balogun provocou 'tsunami' de mensagens contra entidade máxima do futebol nas redes, aponta a Ativaweb Datalab

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jul 2026, 07h01
Pesquisa revela estrago de imagem da Fifa, após interferência de Trump na Copa do Mundo Priorizar nos meus resultados Google

Uma crise de reputação de proporções globais. Assim pode ser definido o episódio em que a Fifa anulou o cartão vermelho dado a um atacante dos Estados Unidos, após o chefe da entidade ter sido cobrado, por telefone, pelo presidente Donald Trump.

Um levantamento da Ativaweb Datalab traduz em números o impacto do chamado “escândalo Balogun” e de outras polêmicas envolvendo a organização da Copa do Mundo de 2026 na credibilidade da entidade máxima do futebol.

Em 29 dias, o torneio esteve no centro de mais de 254 milhões de menções públicas, em oito plataformas digitais. Entre todas as manifestações analisadas, 78,4% apresentaram sentimento negativo sobre a Fifa e a condução institucional da competição.

Já 11,6% demonstraram apoio às decisões contestadas de arbitragem e 10% corresponderam à cobertura jornalística e institucional dos episódios.

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O estudo mostra que o debate negativo sobre a Fifa ultrapassou os limites do esporte. Casos envolvendo arbitragem, o episódio Balogun, as declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, as críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, as discussões sobre Egito e Cabo Verde e, posteriormente, as notícias sobre investigações envolvendo a Associação do Futebol Argentino passaram a ser interpretados por milhões de pessoas como parte de uma única narrativa de perda de credibilidade da Fifa.

Outro dado que chama atenção é a internacionalização da crise. A repercussão envolveu pelo menos 15 países, tendo como principais polos de discussão Estados Unidos, Bélgica, Brasil, Reino Unido, Egito, Espanha, França e Suíça, demonstrando que a crise rapidamente ultrapassou fronteiras esportivas e tornou-se um debate global sobre governança, transparência e integridade institucional.

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A pesquisa também identificou uma transformação inédita no comportamento das redes sociais. Nos primeiros dias da Copa, as conversações estavam concentradas em resultados, seleções e desempenho dos atletas. Com o avanço das polêmicas, o debate migrou para temas como manipulação, corrupção, interferência política, favorecimento esportivo e credibilidade institucional.

Expressões como “Fifa vendida”, “Copa comprada”, “Tem que cancelar essa Copa”, “Roubaram o Egito” e “A Fifa perdeu a credibilidade” passaram a dominar os comentários espontâneos dos usuários.

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Para Alek Maracajá, fundador da Ativaweb DataLab, o principal impacto da crise não aconteceu dentro de campo. “A Copa de 2026 mostrou que reputações são construídas e destruídas em tempo real. Os dados revelam que a principal disputa deixou de ser pelo título mundial e passou a ser pela confiança do público. Quando milhões de pessoas deixam de discutir partidas e começam a questionar a legitimidade de uma instituição, estamos diante de uma crise reputacional de escala global”, diz Maracajá.

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