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Peregrinação no asfalto: fiéis vão caminhar da Central do Brasil a Copacabana

Tradição da Jornada Mundial da Juventude será mantida. Fiéis também poderão se manter em vigília em Copacabana. Conheça as mudanças na programação

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro - 26 Jul 2013, 13h27

“Não há infraestrutura no mundo que receba um milhão e meio de pessoas e que não vá ter filas”, disse Eduardo Paes

Em vez de um caminho de terra e pedras, a peregrinação da Jornada Mundial da Juventude no Rio será pelo asfalto. Os fiéis vão caminhar 9,5 quilômetros, entre a Central do Brasil, onde há espaço para concentração na Avenida Presidente Vargas – local de recentes protestos – e a orla de Copacabana, onde será celebrada a missa final do evento. A adaptação no roteiro foi necessária depois do cancelamento das atividades da JMJ em Guaratiba, onde a chuva criou um grande lamaçal no Campus Fidei – o Campo da Fé.

Os detalhes do novo esquema de organização foram apresentados esta manhã, pelo prefeito Eduardo Paes e demais representantes dos órgãos envolvidos no evento. O prefeito evitou apontar responsabilidades pelas falhas na organização. “Não vou transformar a visita do papa para um problema para a cidade. Este é um motivo de alegria. A decisão de levar para uma área mais pobre foi um pedido da Igreja. Se nós tivéssemos programado parte do evento para o Parque do Flamengo, vocês diriam que seria um evento burguês”, justificou.

Para ver o papa de perto, fiéis acampam em Copacabana

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O Calvário dos peregrinos: falhas na organização prejudicam a Jornada Mundial da Juventude

Acompanhe a JMJ no site de VEJA

Confira o mapa

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Da Central do Brasil a Copcabana, os peregrinos andarão cerca de 10 quilômetros.

  • Central do Brasil
  • Copacabana

As principais mudanças são, além da peregrinação, a manutenção da vigília – cujo cancelamento havia sido anunciado na noite de quinta-feira. A nova mudança se deu no meio da coletiva. Diretor dos Atos Centrais da JMJ – ou seja, os eventos com participação do papa e abertos ao público -, o padre Renato Martins, primeiro, disse que não haveria incentivo à vigília. “Não vou incentivar que durmam em Copacabana”, afirmou. Minutos depois, Martins se corrigiu. “Na verdade, o [Carlos Roberto, secretário de Transportes] Osório acabou de me dizer que é para incentivar. Vai ter segurança para quem quiser dormir”. Ou seja, os fiéis, que, como mostrou reportagem do site de VEJA, já estão acampados na orla, terão segurança para pernoitar diante do palco da missa final da JMJ.

“Não deu para trazer toda a estrutura de Guaratiba para Copacabana”, ressaltou o prefeito. Em resumo, serão transportados ao longo do dia banheiros e algumas tendas do atendimento médico que estavam em Guaratiba, mas os palcos e demais esquemas de cenário e instalações para apresentação dos artistas não serão deslocados. Haverá, em vez disso, uma adaptação para a realização da festa em Copacabana.

O prefeito pediu desculpas aos moradores do bairro, que tradicionalmente recebe dezenas de eventos ao longo do ano, entre eles o réveillon para 2 milhões de pessoas e uma série de blocos de carnaval. A prefeitura recomendou à Guarda Municipal “flexibilidade” com os moradores do bairro, para que possam usar o carro em caso de problemas de locomoção.

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O esquema da peregrinação vai funcionar de 7h da manhã de sábado às 19h de domingo, com o fechamento de um eixo de vias que vai de parte da Avenida Presidente Vargas, da Avenida Rio Branco, do Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo, Túnel Novo e Av. Princesa Isabel, até a Av. Atlântica.

Paes também alertou que, para o retorno, os fiéis tenham paciência, pois haverá filas e espera. “Não há infraestrutura no mundo que receba um milhão e meio de pessoas e que não vá ter filas”, disse. O esquema de transporte inclui metrô, trens e ônibus circulando 24h. Para evitar superlotação, haverá um esquema de contingência com restrição de acesso às estações, o que deve ocasionar filas do lado de fora dos pontos de acesso.

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MInistério Público aponta falhas na organização da Jornada Mundial da Juventude

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<p>Francisco começa a sexta-feira ouvindo as confissões de cinco peregrinos da Jornada Mundial da Juventude. À noite, o pontífice assiste a um dos momentos mais importantes do evento: a Via-Sacra, na praia de Copacabana.</p>
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