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Penitenciária em Bauru enfrenta rebelião, fogo e 200 fugas

Motim começou após repreensão de detento com celular; desde o início da atual crise penitenciária, é a primeira vez que um presídio de SP enfrenta rebelião

Na manhã desta terça-feira, presos iniciaram uma rebelião no Centro de Progressão Penitenciária (CPP3) em Bauru, no interior de São Paulo. O incidente começou após um agente penitenciário repreender detento que estava utilizando um celular. Ainda não há a confirmação de quantos escaparam do complexo, mas o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) estima em cerca de 200 detentos. O presídio, segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), é controlado por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A rebelião foi coibida pelo Grupo de Intervenção Rápida, formado por agentes penitenciários, que, desde o fim da manhã, está fazendo a contagem dos presos com o apoio da PM para confirmar o número exato de fugitivos. Parte dos detentos que fugiram já foi recapturada e será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória (CDP), também em Bauru. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) ressaltou, em nota, que por ser uma unidade para presos do regime semiaberto, o CPP3 não tem muralhas nem segurança armada, funcionando com o princípio da autodisciplina do preso.

Segundo o Sindasp, é comum que agentes de segurança evitem repreensões como a de hoje para diminuir os riscos de rebeliões e ameaças. A entidade ressalta que, apesar de ser muito menos comum do que na década passada, seguem ocorrendo acordos entre diretores de unidades e facções, no sentido de diminuir a fiscalização de determinados comportamentos.

A confusão começou por volta de 8h30, quando aconteceu o desentendimento por conta do celular e os presos reagiram, incendiando colchões. O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas e não houve reféns nem feridos. A penitenciária tem capacidade para 1.124 internos, mas estava com 1.427 no momento da rebelião. Segundo a SAP, hoje 208 presos trabalham fora da unidade, 65 em empresas externas e 358 em atividades do próprio presídio.

Nesta segunda-feira era dia de inspeção judicial no CPP3, com juízes a caminho da unidade no momento do motim. Fugitivos fizeram arrastão na Rodovia Comandante Ribeiro de Barros, onde fica o CPP3. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa que a Polícia Militar vai intensificar o policiamento na região da penitenciária.

No vídeo [abaixo], produzido por um policial militar, é possível ver os internos reunidos no pátio da unidade enquanto o prédio  pega fogo. Desde o início da crise penitenciária, esta é a primeira vez que um presídio de São Paulo enfrenta uma rebelião.

(Com Agência Brasil)

Comentários

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  1. Eta governador. Falhou? Sabia e devia ter inteligência e tropa de pronto atendimento. São Paulo não pode dar este exemplo.

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  2. É regime semi-aberto. Isso não é rebelião. É outra coisa.

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  3. Adilson Nagamine

    Movido à cocaína.

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  4. ludmila nalya

    policial gostoso do video

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  5. Carlos Marques

    Bauru? Não é onde inventaram aquele sanduíche que vocês, paulistas, tanto gostam? Que horror!!

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  6. Rebeliões? Só não enxerga quem não quer.

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  7. Bernardete Baronti

    Roberto 24 jan 2017 – 12h02 comentou:
    É regime semi-aberto. Isso não é rebelião. É outra coisa.
    Que coisa seria, então? Acho estranho uma rebelião por causa de um celular. Deve ser por causa da superpopulação.

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