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Pato da Fiesp retorna à av. Paulista após alta nos combustíveis

Mascote de sindicato da indústria, marcante durante o impeachment de Dilma, volta após decisão do governo de elevar impostos

Por Da Redação - Atualizado em 21 jul 2017, 15h59 - Publicado em 21 jul 2017, 11h44

Após o governo anunciar aumento de impostos nos combustíveis, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) voltou a convocar o pato amarelo inflável de cinco metros. O mascote, que ficou conhecido no governo Dilma Rousseff (PT), foi erguido às 4h desta sexta-feira em frente à fachada da federação, na Avenida Paulista, região central de São Paulo.

Além do pato no nível da calçada, a federação posicionou outro mascote, um pouco menor, em uma sacada no mezanino do edifício. Também foram distribuídos cerca de 300 patinhos aos pedestres na avenida.

Em nota divulgada pela Fiesp, o presidente da instituição, Paulo Skaf, diz que a federação mantém as suas convicções, “independentemente de governos”, e critica as medidas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.  “Ministro, aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho”, diz a nota. 

O governo espera uma arrecadação extra de 10,4 bilhões com o aumento dos impostos PIS e Cofins sobre os combustíveis. Estipulada via decreto assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB), a medida tem como efeito mais significativo a alta da alíquota da gasolina de 38 centavos por litro para 79 centavos.

Imposto - Pato gigante - Fiesp
Pato gigante é colocado em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na avenida Paulista, região central da cidade, em protesto contra a alta de impostos sobre combustíveis – 21/07/2017 Ricardo Matsukawa/VEJA.com
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