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Pás de helicóptero que caiu na Grande São Paulo foram reinstaladas, confirma empresa

Acidente matou cinco pessoas, entre elas o filho caçula do governador Geraldo Alckmin. Aeronáutica e Polícia Civil investigam se falha na instalação prococou queda

A empresa Seripatri confirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que houve a manutenção e a reinstalação das pás no rotor do helicóptero que caiu no final da tarde de quinta-feira, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Cinco pessoas morreram no acidente, entre eles Thomaz Alckmin, de 31 anos, filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Aeronáutica e Polícia Civil investigam se falhas na instalação ocasionaram a queda da aeronave.

O serviço de reinstalação das pás no helicóptero foi feito dentro de um hangar da empresa de manutenção Helipark, local de onde decolou o Eucopter EC 155, de acordo com a Seripatri, que pertence ao empresário José Seripieri Júnior. A Helipark é uma oficina credenciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No momento da queda, as pás do helicóptero se soltaram, como mostram dois vídeos feitos por câmeras de segurança da empresa Driller.

Peritos da Aeronáutica que estiveram no local do acidente nos últimos três dias citam como “totalmente incomum” a soltura de pás da hélice de um helicóptero. Além do filho de Alckmin, estavam na aeronave o piloto e um mecânico da Seripatri e outros dois mecânicos da Helipark. A tragédia ocorreu durante um voo teste programado para ocorrer logo após o trabalho na oficina da Helipark.

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A Polícia Civil tenta descobrir ainda se a manutenção feita na aeronave foi de rotina ou de emergência, para resolver algum problema que possa ter aparecido de última hora. Essas informações devem constar em um livro de bordo da aeronave, que fica com o proprietário.

A Seripatri informou que se tratava de “simples manutenção de rotina”. O reparo preventivo nas pás foi feito pela Helibrás, seguindo normas do fabricante francês, e a reinstalação finalizada em Carapicuíba pela Helipark, oficina credenciada.

As empresas confirmam o trabalho de manutenção, mas não dizem se fizeram a reinstalação das pás antes da decolagem.

Dentro do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, o trabalho dos peritos da Aeronáutica é tentar remontar a aeronave e verificar se a soltura das pás foi realmente a principal causa do acidente. O laudo dos peritos, porém, pode demorar até 90 dias para ficar pronto. Já o inquérito policial tem de ser finalizado em 30 dias, prorrogável por igual período.

Moradores das duas casas atingidas pela aeronave ainda contabilizam os estragos do acidente. “O meu banheiro ficou soterrado de entulho”, lamentou a tradutora Maura Fuchs, de 55 anos.

(com Estadão Conteúdo)