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Partidos nanicos elegem prefeitos em 15 cidades no segundo turno

Cinco capitais serão comandadas por prefeitos filiados a siglas que seriam atingidas por cláusula de barreira em discussão no Senado

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 31 out 2016, 13h28 - Publicado em 30 out 2016, 21h52

Enquanto o Senado discute um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) para enfraquecer os chamados partidos nanicos por meio de uma cláusula de barreira, prefeitos filiados a siglas que seriam atingidas pela PEC foram eleitos em quinze cidades no segundo turno. Somadas, estas cidades têm 7,5 milhões de eleitores, 5,2% do colégio eleitoral brasileiro. A PEC da cláusula de barreira em discussão no Congresso determina que os partidos devem obter ao menos 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados em todo o país, patamar a ser alcançado em pelo menos 14 estados.

Cinco capitais terão prefeitos de partidos nanicos a partir de janeiro de 2017. Em Belo Horizonte (MG), o empresário e ex-cartola de futebol Alexandre Kalil, do PHS, que fez 36 prefeitos no primeiro turno, recebeu 52,9% dos votos e venceu o deputado estadual tucano João Leite.

Em Curitiba (PR), o ex-prefeito Rafael Greca (PMN) voltará ao cargo após receber 53,2% dos votos e bater o deputado estadual Ney Leprevost (PSD). Greca é o 29º prefeito eleito pelo partido em 2016. Em Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira (PCdoB) foi o escolhido por 52,1% do eleitorado e venceu Valadares Filho (PSB). O PCdoB teve 80 prefeitos eleitos no último dia 2 de outubro.

Reelegeram-se Luciano Rezende (PPS), que bateu Amaro Neto (SD) em Vitória, e Clécio Luís (Rede), que venceu Gilvam Borges (PMDB) em Macapá e se tornou o primeiro prefeito de capital eleito pelo partido da ex-senadora Marina Silva. Além dele, outro marineiro reeleito foi Audifax Barcelos, que se manteve na prefeitura de Serra (ES). Clécio e Audifax se somam aos cinco prefeitos eleitos pela Rede no primeiro turno.

O PPS, que fez 118 prefeitos no primeiro turno, foi o partido nanico que mais elegeu prefeitos neste segundo turno. Dos sete candidatos filiados à legenda na disputa, cinco foram vitoriosos e comandarão cidades com um total de 1,6 milhão de eleitores. Além de Rezende, reelegeram-se Juninho, em Cariacica (ES), e Marcelo Rangel, em Ponta Grossa (PR), em uma disputa contra o igualmente nanico Aliel Machado (Rede). Humberto Souto venceu o prefeito Ruy Muniz (PSD) em Montes Claros (MG) e José Luiz Nanci bateu Dejorge Patrício (PRB) em São Gonçalo, o segundo maior colégio eleitoral do Rio de Janeiro.

Alex Manente, derrotado por Orlando Morando (PSDB) em São Bernardo do Campo (SP), e Haifa Madi, vencida por Dr. Valter Suman (PSB) no Guarujá (SP), foram as únicas baixas do PPS.

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O PV, outro alvo em potencial da cláusula de barreira, venceu em três das quatro cidades onde tinha candidatos. Rodrigo Neves e Lauro Michels foram reeleitos em Niterói (RJ) e Diadema (SP), respectivamente, enquanto Samuca Silva foi o vencedor em Volta Redonda (RJ). O único verde derrotado foi Raul Gonçalves, batido por Clodoaldo Gazzetta em Bauru (SP). No primeiro turno, o PV elegeu 101 prefeitos.

Os outros nanicos a terem candidatos eleitos no segundo turno foram o PTN, de Rogério Lins, prefeito eleito de Osasco (SP), e o recém-criado PMB, partido de Naumi Amorim, vencedor em Caucaia (CE).

Nanicos derrotados

Entre os nanicos, o PSOL amargou três derrotas, com o deputado estadual Marcelo Freixo, no Rio de Janeiro, o deputado federal Edmilson Rodrigues, em Belém, e o deputado estadual Raul Marcelo, em Sorocaba (SP). No primeiro turno, dois prefeitos psolistas foram eleitos.

Quatro partidos tiveram uma derrota cada: o PMN, de Eduardo Braide, em São Luís (MA), o PCdoB, com Carlin Moura, em Contagem (MG), e o PTN, partido de Dica, candidato em Duque de Caxias (PTN).

Abaixo, a relação de candidatos eleitos, partidos nanicos, cidades e seus respectivos eleitorados:

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