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Paraquedista que se chocou com avião será cremado

Alex Adelman era paraquedista desde 1994, especializado em filmagens no ar

Por Da Redação - 10 jul 2012, 09h34

O corpo do instrutor de paraquedismo Alex Adelman, morto nesta segunda-feira ao ser atingido pelo avião do qual saltara, em Boituva, a 116 quilômetros de São Paulo, será encaminhado ao crematório Memorial Parque, em Sorocaba, também no interior do estado. Adelman está sendo velado no Cemitério da Saudade desde a 1 hora desta terça-feira e a família aguarda apenas a autorização judicial para fazer o traslado para a outra cidade. Ainda não há horário definido para a cremação.

O paraquedista fazia um salto na tarde desta segunda-feira quando foi atingido no ar pela asa do avião que o transportou. Dois outros paraquedistas que também haviam saltado – Vanderson Campos Andrade e Conrado Alvares – ficaram feridos ao serem atingidos pelo companheiro, projetado pelo choque com o avião.

Alex portava uma câmera de vídeo e gravava imagens da queda livre dos companheiros. Com o choque, o instrutor ficou inconsciente e seu paraquedas, que dispõe de um dispositivo de segurança, abriu automaticamente. A manobra reduziu o impacto do corpo no solo. O instrutor chegou a ser socorrido com vida e levado para o pronto-socorro do Hospital São Luiz, na própria cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

Os outros dois paraquedistas conseguiram acionar os equipamentos e chegar ao solo, mas tiveram fraturas nas pernas decorrentes do choque. Eles permaneciam internados no mesmo hospital na noite de segunda-feira. O estado de saúde dos dois não era considerado grave. Ambos seriam transferidos em breve para o Hospital Regional de Sorocaba.

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O avião que atingiu o paraquedista prestava serviços ao Centro Nacional de Paraquedismo. A Polícia Civil de Boituva abriu inquérito para apurar as causas do acidente. A aeronave deve passar por perícia nesta terça-feira.

Adelman era paraquedista desde 1994 e, em março deste ano, quebrou o recorde brasileiro em maior formação de queda livre vertical na cidade de Piracicaba. Ele era especializado em filmagens no ar.

(Com Agência Estado)

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