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Paraguai busca duas pessoas da rede de Abdelmassih

Ministério Público do Paraguai pediu a prisão de duas pessoas que teriam ajudado o médico a conseguir documentos falsos para viver na clandestinidade

Por Mariana Zylberkan 25 ago 2014, 18h08

A polícia do Paraguai recebeu ordem para prender duas pessoas que teriam ajudado Roger Abdelmassih a forjar documentos e manter uma vida clandestina no país vizinho por três anos – os nomes são mantidos em sigilo. Segundo a promotora Lorena Ledesma, a atuação da dupla foi descoberta durante diligência na casa onde o médico vivia com a mulher e os filhos gêmeos, no bairro de Villa Morra, na cidade de Assunção. “Verificamos os documentos encontrados e chegamos a esses nomes”, disse a promotora ao site de VEJA.

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De acordo com a promotora, os documentos apreendidos sugerem que essas duas pessoas agiam como sócias do médico foragido. O Ministério Público local entrou na casa na sexta-feira. Foram apreendidos computadores e aparelhos celulares.

Abdelmassih vivia há três anos no Paraguai com o nome falso de Ricardo Galeano. A identidade falsificada foi usada para fazer o contrato de aluguel de 5.000 dólares da casa luxuosa. Além de trocar de identidade, Abdelmassih não saía de casa sem peruca e disfarces para evitar ser descoberto. Ele e a mulher frequentavam um único restaurante em Assunção, onde era conhecido como “Dom Ricardo” e gastava em média 500 reais por refeição.

As investigações no país vizinho buscam descobrir quem e quantas pessoas faziam parte da rede que dava suporte ao ex-médico no Paraguai. No Brasil, parentes e pessoas próximas a Abdelmassih são investigadas pelo Ministério Público de São Paulo.

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