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Para Pezão, tratamento diferenciado ao Rio é ‘direito histórico’

Governador do Rio de Janeiro afirmou que Estado é um dos mais atingidos pela crise econômica

Por Da redação - 16 nov 2016, 13h13

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta quarta-feira que, embora todo o país tenha sido atingido pela crise econômica, o Estado precisa de um tratamento diferenciado devido às “circunstâncias” e à “questão histórica”. “O Rio já foi capital federal e desde então não recebe nenhum benefício”.

Para o governador, a partilha dos impostos com o governo estadual é um dos principais danos às contas do Estado. “Essa guerra fiscal é danosa ao Rio de Janeiro e a todos os Estados do país. Isso tem de ser modificado, não dá mais para esperar”, disse nesta quarta-feira em entrevista coletiva.

Além da mudança tributária, Pezão também defendeu a legalização dos jogos de azar no país e a revisão da portaria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que veda a modificação nos royalties. Entre as principais áreas atingidas pela crise, o governo citou a saúde e a segurança pública.

“A questão que mais aflige é a da segurança pública. Nós tivemos o período da Olimpíada com a presença das Forças Armadas e sentimos a necessidade da continuação dessa parceria”, disse o deputado federal Hugo Leal (PSB), que acompanhava Pezão na coletiva. O foco deve ser o controle das fronteiras do Estado. “Isso tem sido alvo de pedidos, mas agora precisa se tornar uma realidade”.

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Nesta quarta-feira, o Ministério da Justiça informou que a Força Nacional vai reforçar a segurança na cidade do Rio de Janeiro, a pedido de Pezão, por mais quinze dias. A solicitação foi feita para que os agentes ajudem “na preservação da ordem pública” durante a votação do pacote de austeridade apresentado pelo governo estadual na Assembleia Legislativa (Alerj), que está marcada para hoje.

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