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Para ministra, polícia é suspeita nº 1 do sumiço de Amarildo

Pedreiro não foi mais visto desde que agentes da UPP da Rocinha o levaram para averiguações, em 14 de julho. Caso já é tratado como homicídio

Por Da Redação - 2 ago 2013, 16h04

Para a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, a Polícia Militar do Rio de Janeiro é a suspeita número 1 do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza. Morador da Rocinha, ele foi abordado no último dia 14 de julho por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que diziam precisar fazer averiguações. Desde então, não foi mais visto. A partir dessa semana, o caso passou a ser tratado como homicídio.

“Nos preocupa sobremaneira. A abordagem policial e o posterior desaparecimento levam à responsabilidade pelo desaparecimento. Toda a investigação e o inquérito devem ser feitos com a hipótese concreta de que seja uma responsabilidade dos agentes públicos, do abuso de autoridade, da violência policial, algo com o qual nós não podemos conviver”, declarou nesta sexta-feira a ministra Maria do Rosário.

A versão da PM, porém, é de que Amarildo foi confundido com um criminoso e liberado logo após a constatação engano. O problema é que as câmeras de vigilância que mostrariam sua liberação pararam de funcionar naquele mesmo 14 de julho. Nesta sexta-feira também ficou comprovado que os aparelhos de GPS dos veículos usados pela UPP também estavam desligados na data do desaparecimento.

GPS – A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o desligamento do aparelho de rastreamento que, segundo determinação da corporação, deveria ser mantido em funcionamento – não só para a verificação de possíveis abusos, como para a segurança dos militares. O fato é que a inexistência do registro da rota dos veículos impede que se verifique se alguma das viaturas deixou a favela ou fez um caminho suspeito.

O caso, que começou a ser investigado pela 15ª DP (Gávea), passou para a Delegacia de Homicídios (DH). O delegado Ricardo Barbosa esteve na UPP da Rocinha na quinta-feira para tentar entender a dinâmica dos fatos. O pedido para encontrar Amarildo tem sido recorrente nos protestos recentes do Rio. A mulher de Amarildo, Elisabeth Gomes da Silva já declarou que perdeu as esperanças de encontrá-lo com vida.

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