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Para familiar, relatório sobre acidente não tem novidade

Por Da Redação
5 jul 2012, 19h07

Por Fábio Grellet

Rio de Janeiro – O relatório final emitido nesta quinta-feira pelo Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil (BEA) sobre o acidente com o voo 447 da Air France, em maio de 2009, não surpreendeu familiares de vítimas. “O conteúdo segue a mesma linha do relatório parcial (divulgado em julho de 2011)”, diz o consultor de hotelaria Maarten Van Sluijs, de 50 anos, irmão da jornalista e funcionária da Petrobrás Adriana Francisco Sluijs, que morreu aos 40 anos.

“A única coisa que pode ser ressaltada no relatório é a confirmação da dificuldade dos pilotos em lidar com os equipamentos. Quando o problema começou, eles não sabiam o que estava acontecendo, pois não conseguiam interpretar o que os aparelhos indicavam. Só perceberam a gravidade do problema quando soou o alarme de que o avião estava a 800 metros (de altitude), prestes a se acidentar”, diz Maarten.

Segundo ele, outra perícia será apresentada no próximo dia 10, durante audiência em processo criminal que tramita na Justiça francesa. “Dentre os dez peritos da juíza, sete participaram também dessa análise (do BEA). Portanto, o teor deve ser semelhante”, afirma. Maarten estima que 60% das vítimas brasileiras já firmaram acordos de indenização. “Mas na Europa a maioria das famílias aguarda essas análises para decidir os próximos passos”.

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A investigação francesa sobre a queda do avião da Air France no Oceano Atlântico, em 2009, concluiu que uma combinação de erros de pilotos mal treinados e problemas no equipamento causaram a tragédia, que matou todas as 228 pessoas a bordo. O relatório final sobre o voo 447 lista “fatores técnicos e humanos” que estiveram por trás do acidente. Após três anos de investigação, o Bureau d’Enquêtes et d’Analyses (BEA), agência de segurança da aviação civil da França, recomenda melhor treinamento de pilotos e regras de certificação de aviões mais estritas.

Em uma decisão fatal, diz a agência, um dos copilotos empinou o nariz do Airbus 330 para cima quando o avião começou a perder sustentação – em vez de para baixo, como deveria – por causa de dados errôneos sobre a posição do avião vindos dos sensores. A tragédia aconteceu durante a noite, em meio a uma tempestade.

O investigador chefe do caso, Alain Bouillard, disse que os pilotos não entenderam que o avião estava em estol (perdendo sustentação). Ele afirmou que apenas uma tripulação experiente e com claro entendimento da situação poderia ter estabilizado o avião naquelas condições. “Nesse caso, a tripulação estava em um estado de perda quase total do controle”, afirmou Bouillard. Com informações da Dow Jones.

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