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Para ex-diretor da Previ, ‘conjunto da instituição’ atuava para fazer dossiês contra os adversários do governo

Advogado Gerardo Santiago diz que o pedido para levantar dados era 'rotineiro'

Por Fernando Mello - Atualizado em 10 dez 2018, 10h37 - Publicado em 13 ago 2010, 07h58

“Era pedido como se fosse uma tarefa normal, um serviço rotineiro”

Na última edição de VEJA, o advogado Gerardo Santiago relatou a existência de um grupo que ajudava a preparar dossiês contra adversários políticos na Previ, maior fundo de pensão do país.

Nesta entrevista em vídeo, ele dá mais detalhes dos tipos de documentos levantados e como eles eram trabalhados. Diz que o “conjunto da instituição” trabalhava em benefício de interesses de grupos políticos e do governo. “Era pedido como se fosse uma tarefa normal, um serviço rotineiro”, afirma.

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Recentemente, o jornal Folha de S. Paulo publicou que um grupo de sindicalistas preparou um dossiê contra a filha do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para Santiago, no começo, os papéis eram preparados contra adversários, mas os métodos começaram a ser usados contra aliados.

Em 2007, o advogado deixou a Previ e voltou ao Banco do Brasil. “Sofri assédio moral por parte da gestão petista.”

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