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Para evitar ‘festa da maconha’, PUC-SP suspende aulas nesta sexta

Estudantes organizavam '1º Festival de Cultura Canábica', em alusão ao gênero da planta que dá origem à maconha. Festa era apoiada por site que vende papéis de seda e bongs, usados no consumo da droga

Por Da Redação 16 set 2011, 00h01

A reitoria da PUC-SP suspendeu as atividades administrativas e acadêmicas no campus Monte Alegre nesta sexta-feira. A medida foi tomada pelo reitor Dirceu Mello após estudantes divulgarem a realização do 1º Festival de Cultura Canábica – o nome do evento faz alusão à cannabis, gênero da planta que dá origem à maconha.

Mello ainda proibiu a circulação de pessoas não autorizadas pela reitoria pelos edifícios Cardeal Motta e Bandeira de Mello. O reitor cita, em sua decisão, uma série de determinações legais e políticas públicas que visam combater o consumo de álcool e outras drogas. Na festa, a cerveja seria vendida a 1,50 real e a cachaça, a 1 real.

O festival, que teria a participação de bandas adeptas da legalização do uso da maconha, deveria atrair, segundo a reitoria, de 4 000 a 6 000 pessoas. Mello afirma que outras festas universitárias motivaram reclamações de vizinhos do campus.

Ainda conforme a reitoria, a divulgação do evento fez com que as autoridades do 23º Distrito Policial de São Paulo, em Perdizes, abrissem uma investigação. O festival é apoiado por um site que vende camisas com estampas exaltando locais onde o consumo da droga é regulamentado. A página também comercializa papéis de seda e bongs, geralmente utilizados no consumo do entorpecente.

A decisão do reitor foi publicada na página da PUC-SP na internet. A reportagem não localizou, na noite desta quinta-feira, os organizadores do evento.

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