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Para CNBB, Igreja se abre com escolha de latino

Para entidade, Francisco buscará tornar a Igreja mais ágil, mais presente e sugerirá alguma reforma na Cúria; novo papa virá ao Brasil em julho

Por Laryssa Borges Atualizado em 10 dez 2018, 11h31 - Publicado em 13 mar 2013, 18h23

A escolha do argentino Jorge Mario Bergoglio como o novo papa mostra que a Igreja Católica começa a se abrir e não centralizará todas as suas atividades na Europa, na opinião da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “A eleição de Francisco revigora a Igreja na sua missão de fazer discípulos entre todas as nações”, disse a entidade em carta de saudação ao novo papa nesta quarta-feira.

“A escolha de um latino-americano vem mostrar que a Igreja se abre, que ela está voltada para todo o mundo, não está voltada só para a Europa”, afirmou a secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. “Não podemos ficar com estruturas do passado que já não condizem mais. Certamente Francisco buscará tornar Igreja mais ágil, mais presente e sugerirá alguma reforma na Cúria”, completou.

Para o religioso, Francisco poderá dar à Igreja tanto características de aproximação com os fiéis quanto de manter a intelectualidade da Cúria. “Ele será um pastor. Essa é a experiência que ele fez na Argentina e em Buenos Aires. Foi uma pessoa muito próxima dos fiéis. Nós também rezávamos para que tivéssemos um pastor. Penso que ele dará uma grande contribuição”, disse o secretário-geral da CNBB. “Logo começamos a perceber a empatia dele com o povo e, certamente, teremos um bom pastor, sem deixar de ser um intelectual.”

Nomeado cardeal em fevereiro de 2001, o argentino Jorge Mario Bergoglio estará presente na Jornada Mundial da Juventude, em julho, no Rio de Janeiro. “Nós temos certeza que ele virá”, disse dom Leonardo Steiner. “Nós somos vizinhos da Argentina, apesar de disputarmos no futebol, e a preparação já está em curso. Certamente a agenda (do novo papa) será um pouco mais larga, mais generosa”, completou.

A CNBB disse esperar que Francisco dê continuidade ao combate a casos de pedofilia. “Bento XVI enfrentou com muita ousadia a questão da pedofilia e isso será levado adiante. Talvez não é por nada que tenha sido escolhido um latino-americano que possa ter trânsito mais livre em relação a diversas problemáticas como essa”, opinou o secretário-geral da entidade.

Para ele, questões combatidas pela Igreja, como a união de pessoas do mesmo sexo, continuam intocáveis. “As situações são sempre dialogáveis quando não ferem a verdade. Casamento sempre entendemos como entre o homem e a mulher. Algumas verdades fundamentais serão intocáveis”, disse.

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