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Papa critica vazamento de documentos da Igreja

Segundo Francisco, revelação não ajuda em nada seu esforço para reformar a Cúria

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 21h20 - Publicado em 8 nov 2015, 14h32

O papa Francisco criticou neste domingo, após a bênção do Angelus, na praça de São Pedro, o vazamento de documentos da Igreja que revelam a gastança a que se dedicavam alguns cardeais.

Foi a primeira vez que o pontífice falou sobre o escândalo desde a detenção, no fim de semana passado, do padre espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda e da assessora de imprensa italiana Francesca Immacolata Chaouqui – ambos suspeitos de participar do vazamento dos documentos, que alimentaram dois livros lançados com estardalhaço na Itália na semana passada.

“Roubar os documentos é um delito”, disse Francisco. “Eu já havia solicitado que eles fossem estudados e tanto eu quanto meus colaboradores conhecíamos bem seu conteúdo.”

Segundo o papa, o vazamento “não ajuda” o seu esforço de reforma da Santa Sé, que enfrenta forte resistência da velha guarda do Vaticano. A declaração soou como uma resposta ao autor de um dos dois livros, Gianluigi Nuzzi, para quem “revelar segredos só pode servir a quem deseja a transparência, objetivo número um do papa.”

O antecessor de Francisco, Bento XVI, renunciou em fevereiro de 2013 desalentado, segundo muitos vaticanistas, pela magnitude do trabalho de reforma da Cúria e debilitado por um vazamento semelhante, que expôs, em 2012, uma rede de corrupção no Vaticano, além de trazer à tona cartas do próprio Bento XVI, nas quais ele lamentava o ambiente de intrigas e conchavos no qual se via mergulhado.

O novo escândalo foi batizado pela imprensa de Vatileaks 2 – mas a atual leva de documentos não inclui papéis pessoais de Francisco.

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