Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Papa canoniza primeira índia americana

O Papa Bento XVI autorizou a proclamação como santa da índia americana Kateri Tetakwitha (1656-1680), filha de um chefe moicano e de uma índia algonquina cristianizada.

A católica dos iroqueses nasceu em Ossessrnon, que é hoje Auriesville, Estado de Nova York. Seu nome indígena Tekawhitha significa, em iroquês, “descuido”, mas foi batizada com o nome de Kateri (Catarina).

A primeira santa indígena da América do Norte morreu aos 24 anos e viveu, no século XVII, os confrontos entre jesuítas e índios, sendo batizada aos 20 anos por missionários franceses.

Kateri sofreu graves perseguições por sua crença religiosa, tendo sido sequestrada por iroqueses e obrigada a se casar com um chefe moicano pagão, segundo a biografia oficial.

São atribuídos a ela inúmeros milagres, pelo que é venerada, no Canadá, como “A flor de páscoa dos moicanos”.

Em 1943 o Papa Pio XII abriu seu processo de beatificação, que foi concluído, em junho de 1980, por João Paulo II.

A data da canonização ainda não foi divulgada.

Bento XVI também autorizou a proclamação como santa da beata espanhola María Carmela Sallés y Barangueras (1848-1911), fundadora das Irmãs da Imaculada Conceição, informou nesta segunda-feira o Vaticano, admitindo a presença de um milagre.

María Carmela Sallés y Barangueras ou María del Monte Carmeli, seu nome religioso, nasceu em Vic, no dia 9 de abril de 1848 e faleceu em Madri, em 25 de julho de 1911.

A religiosa espanhola alcançará a glória nos altares por ter dedicado toda sua vida à formação da mulher, para que pudesse ocupar o lugar que lhe cabe na sociedade, independentemente da classe social à que pertença.

Convencida do valor da educação, incentivou o estudo entre as educadoras religiosas e defendeu a instrução como um projeto integral e equilibrado para combinar de forma harmônica a inteligência e o sentimento.

Foi beatificada no dia 15 de março de 1998.