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Paisagem natural do RJ torna-se Patrimônio Mundial

Por Equipe AE

São Paulo – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou hoje (01) que o Rio de Janeiro tornou-se neste domingo a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A candidatura, apresentada pelo Iphan, foi aprovada durante a 36.ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em São Petersburgo, na Rússia.

De acordo com informações do site do Iphan, o conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco em 1992 e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento de bens culturais, conforme a Convenção de 1972, que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial.

Até hoje, porém, os lugares reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. O reconhecimento do Rio de Janeiro, portanto, representaria uma nova abordagem sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.

A partir de agora, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara, serão alvo de ações integradas visando à sua preservação como paisagem cultural. Os bens cariocas reconhecidos pela Unesco incluem ainda o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana, o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

De acordo com a assessoria do instituto, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, acompanharam os trabalhos em São Petersburgo.

“O resultado é a consequência de um estudo minucioso do Iphan em que se avaliou a forma criativa com que o habitante se adaptou à topografia excepcionalmente bela e irregular da cidade, inventando modos inéditos de usufruir a vida”, comentou a ministra. “A paisagem carioca é a imagem mais explícita do que podemos chamar de civilização brasileira, com sua originalidade, desafios, contradições e possibilidades”, complementou Almeida.