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Pai de menina atingida por bala perdida quer processar prefeitura

Por falta do médico de plantão, vítima teve de esperar oito horas por cirurgia

Por Da Redação - 26 dez 2012, 12h04

O pai da menina de 10 anos atingida por uma bala perdida quer processar a prefeitura do Rio de Janeiro. Ao ser socorrida ao Hospital Salgado Filho, no Méier, a vítima foi obrigada a esperar oito horas por uma cirurgia porque o neurocirurgião que deveria estar de plantão faltou. “Esse médico precisa tomar vergonha e pagar pelo que fez”, disse Marco Antônio Vieira.

Ele estava com a filha Adriele na véspera de Natal em casa, em Pilares, Zona Norte do Rio, quando ela levou um tiro na cabeça, pouco depois da meia-noite. A mãe, Adriana, está em choque. Adriele continua internada, em estado grave, mas o quadro é estável. Não há previsão de alta e, segundo a equipe médica, ainda é cedo para afirmar se a criança ficará com sequelas.

Um inquérito administrativo foi instaurado para investigar o problema durante o plantão. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves, deveria ter chegado à unidade às 20h do dia 24. Ele e o chefe do plantão, Enio Eduardo Lima Lopes – que demorou a comunicar a ausência do médico e não pediu a transferência da menina – podem ser punidos.

Polícia – O caso também será investigado pela Polícia Civil, que vai apurar se houve omissão de socorro à criança. O diretor do hospital foi ouvido nesta quarta-feira na 23ª DP (Méier). Parentes de Adriele e o médico que faltou ao plantão também serão chamados a prestar depoimento.

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