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Padrasto do menino Joaquim é indiciado pela polícia

Guilherme Raymo Longo deve responder por homicídio triplamente qualificado; mãe da vítima, Natália Ponte, foi inocentada do crime

Por Da Redação 19 dez 2013, 19h12

A Polícia Civil indiciou nesta quinta-feira o consultor de negócios Guilherme Raymo Longo, de 28 anos, pela morte do menino Joaquim Ponte Marques, de 13 anos. Ele era o padrasto da vítima e deverá responder por homicídio triplamente qualificado. O corpo do menino foi encontrado no início de novembro boiando no rio Pardo em Barretos, no interior de São Paulo. Longo está preso há mais de um mês.

A mãe de Joaquim, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, de 29 anos, que também foi presa sob suspeita de participação no crime, foi inocentada e solta há nove dias. Em depoimento à polícia, ela admitiu a possibilidade de o companheiro ter matado a criança. Inicialmente, ela havia negado essa hipótese.

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A polícia trabalha com a versão de que o menino, que é diabético, recebeu uma dose excessiva de insulina e morreu. Depois, o seu corpo teria sido jogado em um córrego que fica próximo à casa da família, em Ribeirão Preto (SP). De lá, o cadáver teria percorrido 150 quilômetros até chegar a Barretos. O sumiço do garoto foi avisado à polícia no dia 5 de novembro, mas ele só foi encontrado cinco dias depois. No mesmo dia, a mãe e o padrasto foram presos.

Exames realizados no corpo de Joaquim não detectaram excesso de insulina no corpo da vítima, mas os investigadores argumentaram que isso era previsível porque o hormônio desaparece pouco tempo depois de ser aplicado.

Longo nega o envolvimento no crime. Em depoimento, ele disse que na noite em que o menino desapareceu, havia saído de casa para comprar drogas, deixando a porta da residência aberta. Segundo o Ministério Público, a mãe de Joaquim pode responder por omissão, uma vez que declarou saber dos riscos de deixar o filho na companhia do padrasto.

(Com Estadão Conteúdo)

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