Os dois investigados que podem ser punidos pela fraude no cartão de vacina de Jair Bolsonaro
MPF rejeitou arquivar investigação contra dois suspeitos de atuar para inserir dados falsos de imunização
O Ministério Público Federal decidiu continuar a apuração contra dois investigados pelo esquema de fraude de cartões de vacina, que envolveu diversos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O procurador responsável chegou a pedir o arquivamento do caso em relação ao segundo-sargento do Exército Eduardo Crespo Alves e a Paulo Sérgio da Costa Ferreira. Entretanto, a Justiça negou e a decisão foi confirmada pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.
Segundo a investigação da Polícia Federal, Alves foi acionado pelo tenente-coronel Mauro Cid, que na época era ajudante de ordens de Bolsonaro, para inserir dados falsos de vacinação para sua esposa, Gabriela. Ele então repassou a tarefa para Ferreira.
“As informações no feito levam à conclusão de que houve intenção deliberada dos investigados Eduardo Crespo Alves e Paulo Sérgio da Costa Ferreira em inserir a falsa informação de que houve vacinação de Gabriela Cid, motivo pelo qual o ajuizamento de ação penal ou proposta de acordo de não persecução penal seriam medidas mais razoáveis”, destacou o relator do caso na 5ª Câmara, o subprocurador-geral da República André de Carvalho Ramos.
Como o Radar mostrou, a investigação também continua na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra outros alvos sem foro privilegiado, incluindo funcionárias da prefeitura de Duque de Caxias. O caso deixou o STF no ano passado, após a apuração contra Bolsonaro ser arquivada.







