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Oposição quer usar suspeitas contra Jucá para adiar votação da meta fiscal

Por Da Redação 23 Maio 2016, 16h37

Senadores de oposição ao governo interino de Michel Temer (PMDB) anunciaram nesta segunda-feira que pretendem obstruir as votações no Senado e na sessão do Congresso Nacional. O motivo são as revelações, feitas pelo jornal Folha de S. Paulo, de que o ministro do Planejamento Romero Jucá sugeriu um pacto para paralisar a Operação Lava Jato e conter a “sangria” provocada pelas investigações.

“Inviabilizaram o governo da presidente durante dois meses e agora em menos de 24 horas úteis vamos receber uma meta totalmente diferente e isso vai para votação do Congresso Nacional. Não devemos permitir que isso seja votado amanhã, principalmente porque estamos com uma crise no Ministério do Planejamento, que é condutor desse processo”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que tenta angariar apoios para que seja adiada a sessão do Congresso Nacional convocada para votar nesta terça-feira o tamanho do rombo nos cofres da União.

“Vamos obstruir a pauta do Senado, da Câmara e do Congresso. Não podemos votar. A presidente Dilma tem a mudança da meta desde fevereiro e está contingenciando até agora. Se fosse a Dilma que tivesse enviado o déficit para 170 bi (sic) seria um escândalo. Essa discussão da votação da meta não pode acontecer no afogadilho no dia de amanhã”, completou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Não há clima. Não há confiança em nenhum número que foi lançado para a meta. Não vai ter sessão do Congresso para votar a meta de jeito nenhum”, disse a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Na tarde desta segunda-feira, o presidente interino Michel Temer foi ao Congresso se reúne com o presidente do Senado Renan Calheiros para entregar a meta fiscal de 2016 revisada. Os cálculos da nova equipe econômica dão conta de um déficit de 170,5 bilhões de reais, enquanto a projeção de rombo feita pelo governo Dilma beirava os 96 bilhões de reais. Participam da reunião entre Temer e Renan os ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meirelles (Fazenda) e o próprio Romero Jucá.

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