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Oposição quer reunião informal com policial denunciante

Por Da Redação - 18 out 2011, 11h01

Por Eduardo Bresciani

Brasília – A oposição vai tentar realizar uma reunião informal com o policial militar João Dias Ferreira, que acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de receber propina de contratos do programa Segundo Tempo. O encontro está previsto para ocorrer na mesma hora em que Orlando Silva estará em audiência pública de duas comissões da Câmara prestando esclarecimentos hoje à tarde.

Para os líderes de DEM, PSDB e PPS, é mais importante ouvir o acusador do que o ministro, neste momento. “O depoimento do Orlando vai ser um circo armado para abafar as acusações contra o ministro. O roteiro governista é tentar desqualificar o denunciante, quando o mais adequado é ouvi-lo antes do ministro”, disse o líder tucano, Duarte Nogueira (SP).

A intenção dos oposicionistas é fazer uma espécie de reunião paralela.Alguns dos parlamentares ficariam na sabatina com Orlando enquanto as lideranças conversariam com João Dias. Isso poderá propiciar munição para questionamentos ao ministro. Além dessa ação, a oposição vai tentar avançar na investigação em diversas frentes. Já foram protocoladas ações na Procuradoria-Geral da República, na Polícia Federal e na Controladoria-Geral da União. Hoje, o PSDB encaminhou uma representação para a Comissão de Ética da Presidência da República pedindo o afastamento de Orlando.

O DEM, por sua vez, tenta marcar um encontro no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar como andam as investigações sobre as fraudes no programa Segundo Tempo, denunciadas pelo Estado no começo do ano. O líder, ACM Neto (BA), apresentou ainda um requerimento de informações pedindo cópia da agenda do ministro em 2008. Nesse ano, João Dias diz ter se encontrado com Orlando para a realização de um acordo. O ministro nega.

O policial que fez a denúncia chegou a ser preso no ano passado devido à suspeita de desvio de recursos em dois convênios assinados com o ministério. Ontem, o ministro do Esporte afirmou ter se encontrado com ele antes da celebração do convênio por recomendação de Agnelo Queiroz, ex-ministro e atual governador do Distrito Federal.

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