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Operação da PF mira o tráfico internacional de pessoas

Em ação conjunta com a polícia internacional, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, Guarulhos e Distrito Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Philoteus, que mira o tráfico de pessoas para Estados Unidos, México e Brasil. Em nota, a PF informou que são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo três em Guarulhos (SP), um em São Paulo e um no Distrito Federal. A ação da PF contou com cooperação policial internacional e parceria com autoridades dos Estados Unidos (ICE) e do México (INM).

O inquérito policial teve início em setembro de 2015, após a tentativa frustrada de entrada no Brasil de um grupo de estrangeiros da Índia e do Bangladesh com documentos falsos, por meio da fronteira com o Paraguai. Os estrangeiros haviam solicitado vistos de entrada na embaixada brasileira no Paraguai. Segundo a investigação, o grupo criminoso prometia aos imigrantes trabalho no Brasil e nos Estados Unidos.

Eles aterrissavam no Brasil para fazer conexão entre aviões e, assim, não realizavam o procedimento padrão de imigração. Dentro da área restrita do aeroporto, recebiam documentos e seguiam viagem até o México, para nova troca de avião, mas entravam no país com o fim de cruzar a fronteira terrestre com os Estados Unidos. Há registros de que brasileiros também imigraram aos Estados Unidos utilizando os serviços desses coiotes.

“Os indícios apontam que os traficantes estrangeiros se associaram a funcionários de companhia aérea e colaboradores terceirizados do Aeroporto Internacional de São Paulo para que pudessem enviar documentos aos indivíduos na área restrita, que aguardavam a conexão. Os autos apontam que outros estrangeiros, também provenientes da Índia e do Bangladesh, foram trazidos ilegalmente ao Brasil, pela fronteira seca”, informa a nota da PF.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico de pessoas, aliciamento com fins de imigração e falsificação de documento público, com penas de um a oito anos de prisão, sem prejuízo de responderem por outros crimes que possam ser descobertos ao longo da investigação.

Comentários

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  1. Ataíde Jorge de Oliveira

    😮 A
    M U N NI$-
    -$ Ç Ç ãO : NãO é PARAyBA,NãO,VEjA 😮

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