Operação da PF mira fraudes no INSS com declarações falsas de indígenas
Está sob investigação a suposta atuação de um grupo que usava documentos e declarações falsas para obter irregularmente benefícios previdenciários
A PF e a CGU realizaram nesta quinta-feira a 2ª fase da Operação Monã, que apuram um esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários destinados a segurados especiais indígenas, com atuação no Sul da Bahia.
Está sob investigação a suposta atuação de um grupo que usava documentos e declarações falsas para obter irregularmente benefícios previdenciários, entre eles, aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros pagamentos do INSS.
O grupo também é suspeito de atuar na contratação de empréstimos consignados vinculados aos benefícios fraudados.
Os benefícios solicitados pelo grupo investigado junto ao INSS podem ter causado prejuízo superior a 100 milhões de reais aos cofres públicos.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Eunápolis e de Porto Seguro. Além disso, a Justiça Federal determinou o afastamento de dois servidores públicos envolvidos nas falsificações.
Por determinação judicial, foi autorizado o bloqueio superior a 1,5 milhão de reais em contas bancárias dos principais investigados, além do sequestro de um veículo, como forma de assegurar o ressarcimento dos prejuízos e de impedir a continuidade das atividades criminosas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva.







