Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Operação ‘Blackout’ causa transtorno em aeroportos

Sem acordo, policiais federais em greve resolveram intensificar a paralisação nesta quinta-feira. Em Curitiba, 60% dos voos estão atrasados. Durante a tarde, operação-padrão acontecerá em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

Por Marina Pinhoni 16 ago 2012, 11h47

Após mais uma reunião sem acordo com o Ministério do Planejamento nesta quarta-feira, os policiais federais de todo o país, em greve desde o dia 7, decidiram intensificar o movimento nesta quinta-feira. A operação, batizada de “Blackout”, consiste na retomada das operações-padrão em portos, aeroportos e fronteiras em vários estados. De acordo com os grevistas, ela é uma resposta ao que os policiais classificaram como “jogo de empurra do governo federal”. Em Curitiba, a checagem rigorosa das bagagens e documentos dos passageiros começou por volta das 6h30 no aeroporto Afonso Pena. Segundo informações da Infraero, às 11 horas eram registrados atrasos em aproximadamente 60% dos voos. Dos 44 programados até o horário, onze haviam sido cancelados e 27 apresentavam atrasos. Leia também: Governo recusa proposta de grevistas na primeira mesa de negociações No aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, também é realizada a operação-padrão desde as 6 horas desta quinta-feira. Entretanto, dos 43 voos programados para o horário, apenas três estavam atrasados e dois haviam sido cancelados.

Durante a tarde, haverá operação-padrão em outros aeroportos do país: em São Paulo, no aeroporto de Cumbica, Rio de Janeiro, no Galeão, e Brasília, no Juscelino Kubitschek. Assim como ocorreu na semana passada, o procedimento pode causar longas filas e transtornos. Os sindicatos recomendam que passageiros de voos internacionais cheguem aos aeroportos com bastante antecedência.

Greve – Os agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal estão de braços cruzados desde 7 de agosto. Eles reivindicam a restruturação da carreira, aumento salarial e a saída do atual diretor-geral da PF, Leandro Daiello. Apenas 30% do total do efetivo continuam trabalhando para a manutenção dos serviços essenciais. Segundo o comando de greve, entre as prioridades estão as emissões de passaportes de emergência, investigações importantes, segurança de testemunhas e custódia de presos.

Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), uma nova reunião de negociação com o Ministério do Planejamento deve acontecer na próxima terça-feira, dia 21. Aproximadamente 350.000 servidores públicos federais de ao menos 36 categorias estão parados em todo o país.

Continua após a publicidade
Publicidade