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ONU denuncia medidas de repressão contra tibetanos na China

Por Da Redação 1 nov 2011, 10h40

Genebra, 1 nov (EFE).- A ONU expressou nesta terça-feira uma ‘grande preocupação’ com as medidas de repressão que as autoridades chinesas estão exercendo sobre milhares de civis e monges tibetanos que vivem na província de Sichuan.

Um grupo de especialistas independentes do organismo exaltou as fortes medidas de segurança que estão sendo aplicadas no interior e nos limites do mosteiro budista de Kirti, onde vivem 2,5 mil monges, e em outros mosteiros de Sichuan, província do sudoeste chinês, que conta com uma extensa comunidade tibetana.

‘A intimidação da população civil e da comunidade monástica tem de ser evitada, e o direito dos membros desta comunidade para praticar sua religião com liberdade também tem que ser plenamente respeitado e garantido pelo Governo chinês’, expressaram os especialistas em comunicado.

O relator especial da ONU sobre liberdade de religião e crenças, Heiner Bielefeldt, afirmou que houve um recente desdobramento das forças especiais de segurança na região, incluindo tropas de choque e soldados armados com rifles automáticos.

Também há informações sobre registros de operações de vigilância no interior dos templos, que contam com presença policial até no momento das atividades religiosas.

O relator especial sobre o direito de liberdade de opinião e expressão, Frank La Rue, também se mostrou ‘preocupado com as denúncias em relação às restrições de acesso a internet e aos serviços de mensagem por telefonia celular na região, assim como pela dificuldade de acesso dos jornalistas ao local’.

A tensão vem aumentando progressivamente desde o mês de março, com protestos de seculares e religiosos, que exigem liberdade de culto, com as denuncias das organizações pró-direitos humanos, assim como inúmeras detenções e, em alguns casos, até desaparições.

‘Qualquer desaparecimento forçado é inaceitável e estas práticas são uma clara violação do direito internacional’, assinalou o relator especial sobre desaparições involuntárias, Jeremy Sarkin. EFE

fpb/fk-dm

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